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Esposa de Funaro depõe em ação contra ex-ministro Geddel em Brasília

Raquel Pitta e o operador financeiro são testemunhas contra o ex-ministro, acusado de tentar embaraçar investigações da Operação Sépsis

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Lúcio Funaro e Geddel Vieira Lima ficarão cara a cara na 10ª Vara Federal de Brasília. O operador financeiro do PMDB será ouvido pelo juiz Alexandre Vidigal na condição de testemunha de acusação contra o ex-ministro. Nesta terça-feira (21/11) à tarde, depuseram Raquel Pitta, esposa de Funaro, e a irmã dele, Roberta Funaro.

Ex-articulador político do governo Temer, Geddel Vieira Lima é acusado, nesta ação penal, de tentativa de embaraço às investigações ao supostamente intimidar Raquel, por meio de ligações telefônicas, a fim de evitar que Funaro firmasse um acordo de delação que pudesse comprometer o ex-ministro.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal, baseada nas investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Sépsis, que apura crimes de participação em organização criminosa que teria fraudado empréstimos no âmbito da Caixa Econômica Federal e do FGTS (FI).

Segundo Raquel Pitta, ela só esteve pessoalmente com o ex-ministro em duas ocasiões. Uma em Salvador, quando se conheceram, e outra em 2016, quando a filha dela e de Funaro nasceu. O ex-ministro teria ido à casa deles, em São Paulo.

Questionada pelo MPF sobre as ligações de Geddel, Raquel afirmou que o ex-ministro costumava perguntar pela filha do casal, pelo operador financeiro e pedia a Raquel que “mandasse abraços” a Funaro. “As ligações começaram a se intensificar com o tempo, chegando a uma por semana.”

Raquel disse que Geddel costumava ligar às sextas-feiras. De acordo com a mulher de Funaro, o ex-ministro sabia que esse era o dia de visita a Funaro na prisão e, desta forma, o ex-ministro aproveitava a ocasião. “Era uma forma de saber como o Lúcio estava”, afirmou.

Irmã
Depois de Raquel Pitta, foi a vez de Roberta Funaro ser ouvida pelo juiz Alexandre Vidigal. Em resposta ao questionamento do MPF, ela afirmou que o ex-ministro teria enviado uma mensagem à esposa do operador financeiro perguntando o motivo da troca de advogado durante a audiência de custódia. “Não recordo exatamente as palavras, mas era algo como: ‘o que tinha dado na cabeça do Lúcio para mudar de advogado?’”, contou.

Segundo Roberta, à época, o contato de Geddel não estava salvo no celular de Raquel com o nome do ex-ministro. Ele era identificado como “Carainho”, afirmou a irmã de Funaro.

Ainda de acordo com Roberta, outras pessoas a procuraram pessoalmente para questionar a mudança na defesa. Entre elas, diversos advogados e ex-advogados do operador financeiro e o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis. A irmã de Funaro afirmou que a motivação para a troca, na ocasião, seria “uma insatisfação do patrocínio do advogado”.

Fonte: metropoles

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