Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

Esquema de corrupção tem 21 envolvidos, conclui inquérito da Polícia Civil de Vilhena (RO)

Polícia Civil conclui inquérito que indiciou políticos por corrupção em Vilhena. Suspeitos foram indiciados por crimes como, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva.

0

A Polícia Civil de Vilhena (RO), na região do Cone Sul, concluiu o inquérito da Operação Habitus, que apurou um esquema de propina envolvendo um loteamento do município. As investigações apontaram o envolvimento de 21 pessoas, entre políticos, ‘laranjas’ e o proprietário do empreendimento. Os suspeitos foram indiciados por crimes como, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva.

De acordo com o delegado regional Fábio Campos as investigações concluíram que 20 lotes foram dados em propina, em 2014, em troca da aprovação de um loteamento. Os terrenos foram divididos; oito ficaram com o poder executivo e 12 com o legislativo.

Na época, o valor dos 20 lotes era de R$ 378 mil. “Isso foi uma exigência de um dos vereadores, como condição para aprovação do loteamento. Foram pedidos inicialmente 30 lotes, e chegaram ao final do acordo em 20 lotes. Grande parte foi colocada em nome de laranjas”, ressalta Campos. 

O delegado salienta que, praticamente todos os lotes foram vendidos e o valor utilizado de diversas maneiras, entre elas, como financiador de campanha política. “O inquérito foi concluído em setembro, mas o Ministério Público pediu algumas diligências complementares, que foram feitas e devemos retornar o inquérito nesta semana”, explica.

Entre os indiciados estão o vereador Célio Batista (PR), que foi afastado da Câmara por causa da operação; Vanderlei Graebin (PSC), vereador cassado em junho deste ano por causa de um processo envolvendo outro loteamento; a esposa de Graebin, Cristina Rey; o ex-secretário de governo, Gustavo Valmórbida e o ex-vereador Jaldemiro Dedé Moreira (PP), conhecido como Jairo Peixoto.

Ainda foram indiciados o vereador Antônio Marco de Albuquerque (PHS), conhecido como “Marcos Cabeludo”, que está sendo investigado por uma CPI por causa de outro processo de corrupção; o ex-prefeito José Rover (PP) e o ex-chefe de gabinete da prefeitura, Bruno Pietrobon.

A advogada Aisla Carvalho, que defende Célio e Jairo, informou que ainda não teve acesso a conclusão do inquérito, mas afirmou que os clientes negam participação no esquema.

O advogado José Francisco Cândido, que defende Marcos Cabeludo, disse que só vai se pronunciar depois de ter conhecimento do que foi concluído no inquérito, assim como Graebin que faz a própria defesa e a da esposa.

O advogado Roberto Mailho, que defende Bruno e Gustavo, ressaltou que os clientes fizeram delação premiada. “A delação está aguardando homologação no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, todos os procedimentos criminais que envolvem os nomes deles serão amortizados com a delação premiada efetivada”, ressaltou.

O ex-prefeito José Rover ainda não constituiu advogado neste caso.

Outro loteamento

Entre outubro e novembro de 2016, sete vereadores de Vilhena foram presos pela Polícia Federal (PF): Carmozino Alves Moreira (PSDC), José Garcia da Silva (DEM), Junior Donadon (PSD), Marcos Cabeludo, Jairo Peixoto, Maria Marta José Moreira (PSC) e Vanderlei Graebin.

As investigações apontam que os parlamentares participavam de um esquema de aprovação de loteamentos na cidade, mediante recompensa. Para os loteamentos serem aprovados, eles recebiam terrenos e quantias em dinheiro.

Em fevereiro deste ano, José Garcia deixou a prisão e teve a prisão preventiva substituída pela domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, em virtude de um quadro depressivo.

Em março, foi a vez de Carmozino, Vanderlei, Júnior Donadon, Antônio Marco, Jaldemiro e Marta deixarem a cadeia. A Justiça substituiu a prisão preventiva deles por outras medidas cautelares, entre elas, o uso da tornozeleira. Os acusados aguardam sentença.

Fonte: g1/ro
Comentários
Carregando