Estado continua aguardando empresa “se estruturar” e pacientes seguem sem atendimento

Vencedora da licitação não tem como atender pacientes da capital e governo não chama segunda colocada no certame

Há mais de 80 dias que pacientes aguardam que a empresa Mega Imagem, de Vilhena, monte uma estrutura de atendimento em Porto Velho para atendê-los e o governo do Estado não toma nenhuma providência.

A Mega, acusada de pagar propina ao ex-prefeito de Vilhena José Rover, preso por corrupção, para ter redução em multas de impostos na cidade, venceu uma licitação do governo de Rondônia para prestar serviço de ‘diagnose por imagem e medicina nuclear’. Foram vencedoras as empresas Mega Imagem, que já atende em Vilhena e a CDI, de Porto Velho.

O problema é que a Mega tem estrutura em Vilhena e não em Porto Velho e o edital estabeleceu um prazo de 60 dias para que o atendimento fosse iniciado, o que não aconteceu até hoje (7 de julho). Em abril, a CDI entrou com um recurso pedindo a desclassificação da Mega, questionando exatamente isso e outras irregularidades. A Mega apresentou defesa e a SUPEL acatou o pedido, dando mais prazo, e mesmo assim a empresa não conseguiu cumprir.

Estranha o fato de que uma empresa amazonense que também participou da licitação, foi desclassificada exatamente por não ter uma estrutura de atendimento em Porto Velho.

A Secretaria de Estado de Saúde e a Supel já deveriam ter feito a inspeção, desclassificado a Mega e chamado a segunda colocada, que já opera em Porto Velho. A coisa é tão surreal que a Mega chegou a propor o embarque de pacientes na capital para serem atendidos em Vilhena (distante 700 km) para não perder o contrato.

A empresa está montando a estrutura na capital, mas não tem previsão de conclusão e os pacientes continuam aguardando.

Mega está montando a estrutura e já se passaram mais de 80 dias

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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