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Estatais culpam governo Dilma por prejuízos de usinas

Em documentos enviados à Aneel, companhias acusam o governo de se esquivar de tomar decisões no ano passado por causa das eleições

Estatais federais responsabilizaram o governo da presidente Dilma Rousseff pela crise energética que o país vem enfrentando. As usinas hidrelétricas já contabilizam um prejuízo de 20 bilhões de reais, valor que elas pagaram para conseguir energia com outros geradores. Dentre as principais críticas, está a de que o governo deixou de tomar providências no ano passado por causa da corrida eleitoral. As informações constam de documentos enviados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e foram divulgadas nesta quarta-feira em reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Os documentos tratam da discussão sobre quem vai arcar com os prejuízos das empresas por elas terem sido impedidas de gerar energia para poupar água em um período de estiagem. A Eletrobras, maior estatal do setor, afirma, nos textos, que o programa atual das geradoras não “se deve meramente a condições hidrológicas adversas”, mas a decisões dos gestores do sistema – leia-se, agentes do governo.

A Eletronorte, por sua vez, argumenta que o governo não tomou medidas “indispensáveis” em 2014 por causa das eleições presidenciais: “A despeito da situação excepcional de crise hidrológica por que passa o país, especialmente no ano de 2014 (em pleno período eleitoral), não foram implementadas, pelo governo, as medidas extraordinárias indispensáveis à manutenção do equilíbrio financeiro do contrato celebrado entre as partes”.

Já Furnas disse que há um “grande desequilíbrio estrutural no setor”, que afeta todas as companhias e produz “efeitos nefastos”. A companhia ainda afirma que os problemas vieram também da falta de leilões de energia e de decisões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ele cita como exemplo que em diversas semanas entre 2014 e 2015 houve alerta para necessidade de se fazer um racionamento, mas a ONS não o fez.

A Aneel informa que as empresas fizeram “precificação equivocada” e ressalta que o problema é hidrológico, de escassez de chuvas. As companhias conseguiram liminares para não pagar todo o prejuízo pelo déficit na produção de energia. Se a posição delas se manter, a conta dos 20 bilhões de reais será repassada ao consumidor. Esse montante vem da compra de energia – mais cara – do setor termelétrico.

As informações são da revista Veja

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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