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Estudante de Direito que está desaparecida desde o dia 26 pode ter sido morta pelo namorado, capitão da PM

Segundo delegado Francisco Costa, provas coletadas durante a investigação indicam a morte da jovem de 21 anos; corpo não foi encontrado. Caso aconreceu no Piauí

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A polícia informou nesta terça-feira (31) que a estudante de Direito Camilla Abreu, 21 anos, desaparecida desde a madrugada da última quinta-feira (26), em Teresina, foi assassinada. Segundo o delegado Francisco Costa, o Barêtta, titular da Delegacia de Homicídios, o corpo ainda não foi localizado, mas a morte foi confirmada pelas provas obtidas pelos policiais.

“Passamos a coletar todos os indícios e temos provas com as quais podemos afirmar que a jovem Camilla foi vítima de uma ação criminosa, um crime de homicídio. Já coletamos todos os indícios necessários para dizer que ela foi vítima de homicídio e também de outro tipo autônomo, que é a ocultação de cadáver”, afirmou.

Carro com manchas de sangue

O secretário de segurança, Fábio Abreu, revelou que uma testemunha procurou a polícia para informar que um carro, com as características do veículo do namorado de Camilla, deu entrada em um posto de lavagem há alguns dias com várias manchas de sangue. Agora, a polícia busca o corpo da estudante.

“Há alguns lugares onde a polícia já está fazendo buscas, como por exemplo na saída de Teresina para Altos, na BR-343, onde o celular da vítima foi encontrado. Inclusive, o núcleo de inteligência está trabalhando para obter informações de percurso por meio do celular da estudante”, explicou.

Suspeito

Em relação ao namorado de Camilla, principal suspeito do crime, o delegado Barêtta afirmou que ainda não foi imputado nada a ele e que o namorado, que é capitão da Polícia Militar, terá direito de ficar em silêncio durante seu depoimento, como qualquer outra pessoa.

Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, quando a equipe de investigação retornar à delegacia será feita uma recapitulação das provas para verificar os próximos passos e medidas a serem adotadas.

O delegado afirmou ainda que a Policia Civil tem cumprido diligências inclusive no período da noite para tentar solucionar o caso de forma mais rápida.

“Trabalhamos durante a noite, a madrugada e acredito que nas próximas horas temos o desfecho total da elucidação desse crime”, garantiu.

O caso

Segundo o tio de Camilla, Jandeylton Rodrigues, ele foi a última pessoa com quem a jovem teve contato.

Camilla desapareceu na madrugada de quinta-feira (26) após ir para a faculdade de Direito. Depois, ela teria se encontrado com o namorado, um capitão da Polícia Militar, de 35 anos, com quem namorava havia um ano.

“Ela saiu para a faculdade, depois se encontrou com o namorado e foram a um restaurante. Depois disso não tivemos mais contato com ela. Não ligamos na quinta-feira, pois achávamos que estava na casa do namorado, mas, com o passar do tempo, fomos ligando e ela não atendia”, contou Rodrigues.

“Como um policial militar treinado vai deixar uma moça na porta de casa sem esperar que ela entre? Ela teria que chamar alguém, porque o cadeado é trancado por dentro. Mesmo se ela tivesse chegado a gente saberia, ela é muito comunicativa com a família”, pontuou.

Celular encontrado

Depois de tentar falar com Camilla pelo celular, sem sucesso, os familiares decidiram, no fim da tarde da sexta-feira (27), ligar para o namorado. A resposta do homem deixou a família ainda mais preocupada, diz o tio.
“Ele [o namorado] não atendia às chamadas, mas, no fim da tarde de sexta-feira, conseguimos falar com ele. A história que ele nos contou foi que a deixou no portão de casa e saiu”, disse Rodrigues. Um boletim de ocorrência foi registrado ainda na sexta no 6º Distrito Policial, no Bairro Piçarra, no Sul de Teresina.

Rodrigues contou que o celular de Camilla foi encontrado por uma pessoa desconhecida próximo à BR-343. Quando a família ligou novamente, no sábado pela manhã, a pessoa atendeu e devolveu o aparelho à família. O celular, no entanto, estava com senha e não foi possível acessar nenhum conteúdo.

“Não tentamos acessar o celular para não correr o risco de perder nenhuma informação. Levaremos o aparelho para que a polícia investigue”, disse.

G1/PI

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