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Estudo comprova: as pessoas sorriem diante do sofrimento de alguém invejado

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O sentimento de prazer em relação à dor ou sofrimento de outras pessoas é uma resposta biológica, segundo pesquisa publicada no “Annals of the New York Academy of Sciences”. A reação, definida pela expressão alemã “Schadenfreude”, foi observada em uma série de quatros experimentos.

No primeiro foram analisados os movimentos faciais de pessoas diante de imagens de diferentes estereótipos – como um idoso, estudantes, viciados em drogas e profissionais bem sucedidos – relacionadas com acontecimentos positivos, neutros e negativos.

A reação dos participantes foi monitorada por eletromiografia, uma técnica para captar a atividade elétrica dos movimentos faciais. A análise mostrou que as pessoas sorriem mais quando estão diante de alguém que invejam tendo experiências ruins.

O segundo experimento mediu a reação das pessoas com ressonância magnética, que associa o fluxo de sangue com a atividade cerebral. Foram apresentadas as mesmas imagens e situações, mas os participantes deveriam dar uma nota sobre como estavam se sentindo, de um a nove.

O resultado confirmou que os participantes se sentiam mal diante de eventos positivos e melhor por conta de eventos negativos, especialmente em relação ao estereótipo de um profissional rico. Duas semanas depois, os participantes foram convidados a participar de um jogo online, que dava a opção de machucar e dar choques elétricos em outras pessoas. Segundo os pesquisadores, as pessoas se mostraram dispostas a machucar um estereótipo de que tinham inveja.

No terceiro teste, foram apresentados diferentes cenários para um mesmo estereótipo: um executivo de um banco de investimentos. O resultado mostrou que os participantes demonstraram mais entusiasmo se o profissional estivesse desempregado ou gastasse seu dinheiro com drogas do que em situações positivas.

Para o último experimento, foram selecionados dois grupos de torcidas rivais de beisebol, das equipes Boston Red Sox e New York Yankees, para assistir a uma série de partidas enquanto eram monitorados novamente por ressonância magnética. Como esperado, os torcedores demonstravam prazer em resultados positivos de seu time. Mas eles ficavam felizes quando o time rival perdia para uma terceira equipe, a Orioles.

Segundo a pesquisadora Mina Cikara, não são todas as pessoas que experimentam esta falta de empatia como resposta humana, mas boa parte da população sim. Os pesquisadores afirmam que a reação pode ocorrer também em relação a políticas entre países e não só na convivências pessoais.

As informações são do G1

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