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Estupradores e membros do PCC foram as vítimas da rebelião em Manaus

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Governo confirmou que a rebelião foi iniciada por conta de uma guerra entre as facções FDN, que comandou o massacre, e o PCC

O secretário de segurança pública do Estado, Sérgio Fontes e o titular da  Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, confirmaram a morte de pelo menos 60 detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) durante rebelião que encerrou na manhã desta segunda-feira (2). Todos os mortos fazem parte da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e estupradores.

Sérgio Fontes confirmou que a rebelião foi iniciada por conta de uma guerra entre as facções Família do Norte (FDN), que comandou o massacre, e o PCC. “Isso já vem de um tempo, nós já estávamos nos reunindo e discutindo uma estratégia com o nosso comitê de crise. Essa guerra tem afetado o Brasil como um todo, tivemos os mesmos problemas mas em menores proporções em outros Estados. É bom ressaltar que essas mortes foram todas causadas pelos próprios detentos e já estamos abrindo um inquérito, eles responderão por isso”.

Fontes reforçou que por ser uma guerra por espaço a nível nacional a resposta deve ser nacional. “É preciso que todas as entidades federativas se empenhem ao combate ao narcotráfico. Evitamos várias rebeliões, mas ontem não conseguimos, em torno de 60 vidas foram ceifadas infelizmente”.

O titular da Seap Pedro Florêncio destacou que além dos 13 funcionários da empresa Umanizare, haviam mais 70 detentos mantidos reféns. “Conseguimos negociar e evitamos mais mortes. Eles não  fizeram exigências difíceis, pois a intenção era simplesmente exterminar a facção rival. Simplesmente pediram a estadia de todos dentro da unidade prisional e acompanhamento dos direitos humanos”.

Ele confirmou, ainda, a carbonização do ex-policial Moacir Jorge Pessoa da Costa, conhecido com “Moa”, acusado de integrar uma organização criminosa comandada pelo ex-deputado estadual Wallace Souza, segundo investigações da polícia.

Sem estrutura

Sem estrutura física e com apenas 20 gavetas, o Instituto Médico Legal (IML) receberá reforço de um caminhão frigorífico para receber os corpos, que foram muito violentados, segundo o secretário de segurança. “Foram mortes muito violentas, com esquartejamentos e decapitações como forma de passar um recado ao PCC”, elencou Fontes.

Diálogo com o governo Federal

Fontes informou que o governador José Melo entrou em contato com o ministro da Justiça Alexandre de Moraes a fim de encontrarem um meio de retaliar o narcotráfico pelas fronteiras do Estado. “É preciso de um recurso muito maior pra coibir este crime organizado. O Brasil é o segundo  maior consumidor de cocaína do mundo, primeiro consumidor de craque e não temos uma plantação de folha de coca em território nacional. Entra  tudo pelas fronteiras, por isso a região Norte precisa de prioridade na questão da segurança”.

Segundo o ministério, o ministro colocou-se à disposição do governador para tudo o que fosse preciso, inclusive para eventuais transferências para presídios federais e envio da Força Nacional.

Foragidos

Sobre os foragidos do IPAT, foram 87. Aproximadamente 40 já foram recuperados segundo o secretário de segurança Sérgio Fontes. A SSP ainda não contabilizou o número de foragidos do Compaj, que mantinha 1.229 internos, de acordo com Pedro Florêncio, titular da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

As informações são de A Crítica

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