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Evo Morales: ‘Israel é um Estado terrorista’

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O presidente boliviano Evo Morales suspendeu nesta quarta-feira o ingresso livre de cidadãos israelenses no país em repúdio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

— Lamentavelmente, o governo de Israel não respeita as convenções internacionais e os direitos humanos. Estamos declarando que Israel é um Estado terrorista e portanto seus cidadãos terão que passar por avaliações para entrar na Bolívia — afirmou Morales durante uma reunião pública com professores.

O decreto aprovado pelo gabinete presidencial nesta quarta-feira determina que israelenses serão obrigados a pedir vistos para entrar na Bolívia, e que sua “justificativa e relevância” será avaliada pelo Departamento de Imigração. Até então, cidadãos israelenses podiam visitar o país sem necessidade de vistos.

O presidente da Comunidade Judaica, Ricardo Udler afirmou que a medida é preocupante, e o fato do presidente ter classificado Israel como um “Estado terrorista”.

— Temos que analisar o que diz o decreto, mas a Bolívia recebe mais de 8 mil turistas anualmente, e esse sistema afetará o turismo do país.

A Bolívia não mantém relações diplomáticas com Israel desde 2009, e Morales pediu que o governo israelense fosse levado ao Tribunal Criminal Internacional por crimes de guerra após a intervenção militar na Faixa de Gaza no mesmo ano.

ARGENTINA CONVOCA EMBAIXADORA

A Chancelaria argentina convocou nesta quarta-feira a embaixadora de Israel, Dorit Shavit, e exigiu garantias pela vida de um padre argentino que faz um trabalho assistencial com crianças e idosos na Faixa de Gaza, informa a agência France Presse.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores advertiu Israel que “o torna responsável pela integridade física do cidadão argentino e das pessoas assistidas pelo sacerdote” na Paróquia Sagrada Família, indicou em um comunicado.

— O agravamento da situação dessas pessoas terá sérias consequências nas relações bilaterais — indicou o ministério em Buenos Aires.

O padre Jorge Hernández e nove freiras auxiliam 30 crianças com deficiência e um grupo de nove idosos em Gaza.

O chanceler argentino Héctor Timerman manifestou a Shavit que “o atual nível das relações diplomáticas deve se traduzir na solução imediata de situações como a do padre Jorge Hernández”.

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