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Ex-deputado federal de RO indiciado na Lava-Jato se converte e agora “é um homem puro”

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Batizado aconteceu na fazenda do ex-parlamentar em Ouro Preto do Oeste

O ex-deputado federal Carlos Magno (PP), indiciado na Operação Lava Jato, acusado de ter recebido propina quando era parlamentar, se converteu na igreja Assembleia de Deus, em cerimônia de batismo realizada em sua fazenda, na RO 470, linha 8, km 14, na zona rural de Ouro Preto do Oeste (RO), no ultimo domingo e contou com a presença de dezenas de fiéis.

Citado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários do dinheiro desviado no esquema do petrolão, o ex-deputado federal Carlos Magno Ramos afirmou em depoimento à Polícia Federal que perdeu parte da memória em decorrência de complicações de uma hepatite C. O doleiro, um dos principais delatores do esquema, afirmou que o ex-deputado recebeu 150.000 reais para comprar vacinas destinadas a seu tratamento de saúde. Youssef ainda disse que o político recebia dinheiro mensalmente.

ex-deputado federal Carlos Magno  agora é um homem "purificado"
ex-deputado federal Carlos Magno agora é um homem “purificado”

Ao jornal, Magno Ramos afirma que, apesar dos problemas de memória, tem certeza de que não conheceu Youssef ou foi beneficiado por dinheiro desviado da Petrobras. À Polícia Federal, o ex-deputado afirmou que as vacinas e remédios para seu tratamento foram bancados pela Câmara: ele alega que tomou empréstimos bancários no valor de 840.000 reais para pagar pelos medicamentos, tendo sido ressarcido pelo Congresso. O político afirmou que ainda deve 350.000 reais aos bancos.

Partido para-raios de escândalos de corrupção no país, o PP de Magno Ramos, nas palavras do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, montou uma “estrutura criminosa estável e perene” no esquema que assaltou os cofres da Petrobras. Os pepistas atuavam de forma organizada e recebiam mensalmente propina por intermédio do doleiro Alberto Youssef. Segundo as apurações da Operação Lava Jato, a bancada na Câmara levava entre 1,2 milhão de reais e 1,5 milhão de reais todos os meses, enquanto os líderes, responsáveis pela distribuição do dinheiro, embolsavam de 250.000 reais a 500.000 reais mensais.

Durante a cerimônia de batismo de Carlos Magno, os fiéis chegaram a recolher água da lagoa em garrafas pet, acreditando que “também vão ficar purificados”.

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