Ex-espiã da CIA inicia vaquinha para comprar Twitter e expulsar Trump

A ex-espiã da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Valerie Plame Wilson promove uma vaquinha online para comprar o Twitter e banir o presidente Donald Trump da rede social. O argumento é de que, “se os executivos do Twitter não tiram do ar a violência e o ódio de Trump, depende de nós”, segundo a descrição da página.

A meta é angariar US$ 1 bilhão (R$ 3,1 bilhões), mas Valerie ressalta que há possibilidade de comprar parte das ações da empresa para ter influência interna e propor que o perfil do presidente dos EUA seja banido. Até o fim desta quarta-feira (23/8), haviam sido doados cerca de US$ 30 mil (R$ 94 mil).

A vaquinha, criada através da plataforma GoFundMe, alega que as publicações de Trump “prejudicam o país e colocam a população em perigo”. A ex-agente ressalta principalmente as ameaças em relação a uma guerra nuclear contra a Coreia do Norte.

“Com um único tuíte, ele pode prejudicar relações internacionais e alianças, espalhar notícias falsas como a de um vírus, encorajar supremacistas brancos a marchar pelas ruas ou provocar altas e baixas em bolsas de valores”, afirma a organizadora.

Em nota, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee, disse que o apoio reduzido à vaquinha mostra que “o povo americano gosta do uso que o presidente faz do Twitter”. “A tentativa ridícula de censurar a liberdade de expressão é a única expressão de ódio e intolerância nesta equação”, diz o comunicado enviado à agência Associated Press (AP).

De acordo com as cotações de quarta-feira, a parte majoritária das ações do Twitter custa cerca de US$ 6 bilhões (R$ 18,9 bilhões). Ainda assim, se conseguir investir US$ 1 bilhão, Valerie seria a maior acionista da empresa e teria uma posição importante o suficiente para exercer influência entre os executivos. Procurado pela AP, o Twitter se negou a comentar o assunto.

Valerie Plame Wilson ficou conhecida mundialmente após um escândalo de vazamento de informações durante o governo de George W. Bush, em 2003. A identidade da espiã da CIA — que seria um segredo de Estado — foi vazada por um oficial da administração de Bush que tentava prejudicar o marido dela, o diplomata e ex-embaixador Joe Wilson.

À época, ele criticava a decisão do presidente de invadir o Iraque. Em artigo publicado pelo jornal The New York Times, Wilson afirmou que, com base em sua experiência como membro da administração meses antes da guerra, ele “não tinha outra alternativa se não concluir que parte do trabalho de inteligência relacionado ao programa nuclear do Iraque foi distorcida para exagerar a ameaça que o país representava para os EUA”.

Fonte: metropoles.com

Painel Político, é um blog de notícias de Rondônia, com informações sobre política regional, nacional, economia, jurídico e variedades. Siga-nos nas redes sociais, visite-nos diariamente e fique sempre bem informado.

Deixe uma resposta