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Ex-ministro Paulo Bernardo estava no ápice da organização criminosa, afirma juiz

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Segundo a Operação Custo Brasil, petista teria recebido R$ 7,1 milhões em esquema de propina com uma empresa de software contratada para administrar empréstimos consignados de milhões de servidores públicos

Ao receber a denúncia criminal contra Paulo Bernardo, o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo destacou que a Procuradoria da República atribui ao ex-ministro do Planejamento (Governo Lula) o papel de um “líder de organização criminosa” que estava em seu ápice.

Segundo a Operação Custo Brasil, missão integrada da Polícia Federal e da Procuradoria, Bernardo teria recebido R$ 7,1 milhões em propinas do esquema Consist, empresa de software contratada em 2010 para administrar empréstimos consignados de milhões de servidores públicos.

O juiz Paulo Bueno abriu na quinta-feira ação penal contra Paulo Bernardo e outros doze denunciados, entre eles dois ex-tesoureiros do PT, João Vaccari Neto e Paulo Ferreira. Os desvios teriam alcançado R$ 102 milhões, segundo a Polícia Federal.

Na decisão de 44 páginas em que recebe a denúncia, o juiz reproduz trechos da denúncia segundo a qual o ex-ministro “estava no ápice da organização, na época dos fatos, até 2011”. “Sua participação era tão relevante que, mesmo saindo do Ministério do Planejamento e Gestão em 2011, continuou a receber vantagens indevidas, para si e para outrem até 2015”, diz a ação penal.

Paulo Bernardo, Vaccari, Paulo Ferreira e outros dez denunciados da Custo Brasil agora são réus por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-ministro foi preso no dia 23 de junho, mas seis dias depois o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltá-lo. Posteriormente, procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu ao STF contra a liberdade.

A denúncia da Procuradoria aponta para o advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que mantinha contrato com a Consist. Segundo os investigadores, ele repassava ao ex-ministro, por meio do pagamento de despesas de Bernardo, valores supostamente relativos a propinas do esquema de consignados.

 

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