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Exército nega participação de soldados nas mortes de sete jovens no RJ

Não houve confronto entre a tropa militar empregada, juntamente com a Core, e qualquer organização criminosa nesse local', disse o porta-voz Roberto Itamar em entrevista ao RJTV.

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O coronel Roberto Itamar, porta-voz do Exército, negou nesta segunda-feira (13) que os 17 soldados que participavam de uma operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, tenham matado sete jovens durante um baile funk no fim de semana. Em entrevista ao RJTV 1ª edição, Itamar afirmou não ter havido confronto no local.

Segundo ele, as armas dos militares não foram usadas durante a ação realizada em parceria com policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a tropa de elite da Polícia Civil. No entanto, a Core acusou os soldados do Exército de terem efetuado os tiros contra as vítimas.

“Não houve disparos. Não houve tiroteio. Não houve confronto entre os militares e esses meliantes, essas pessoas, que foram encontradas mortas ao longo da estada [das Palmeiras]. Não houve confronto entre a tropa militar empregada, juntamente com a Core, e qualquer organização criminosa nesse local”, disse Roberto Itamar.

Os soldados foram ouvidos nesta segunda-feira numa apuração do Exército. Para Roberto Itamar, só o desenrolar das investigações poderá descobrir como os jovens morreram.

“Os militares que participaram da ação estavam com os policiais da Core e estavam a bordo de três blindados, que foram usados na operação. Durante este deslocamento, perceberam tiros. Ao chegarem no local, encontraram alguns corpos. Foi feita toda a segurança necessária para o reconhecimento desses corpos, que é trabalho da polícia. Os militares fizeram a segurança dessa ação”, afirmou o porta-voz do Exército.

As vítimas foram identificadas como: Marcelo da Silva Vaz, que a família diz que era motorista de aplicativo, Vitor Hugo Coelho, Márcio Melanes Sabino, Josué Coelho, Luiz Américo da Silva, Bruno Coelho e Lorran de Oliveira Gomes. A polícia afirma que quatro mortos tinham passagem pela polícia, mas não disse ainda quem são eles.

O delegado Marcos Amim, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), disse que apreendeu os celulares das vítimas e que vai verificar as informações passadas por parentes de que duas delas seriam motoristas de aplicativo de transporte de passageiros.

Na ocasião, havia um baile funk na favela. No entanto, os corpos das vítimas foram encontrados a cerca de três quilômetros do local onde acontecia a festa.

G1/RJ

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