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Facção teria ordenado morte dos suspeitos de matar menino boliviano

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A UIP (Unidade de Inteligência da Polícia) interceptou um bilhete em penitenciária do Amazonas cujo conteúdo indica que a ordem para executar os assassinos do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, teria partido de uma facção criminosa. Brayan foi morto na madrugada de 28 de junho durante um assalto à casa dos pais dele, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. Um dos ladrões atirou contra a cabeça do menino porque ele estava chorando.

De acordo com o conteúdo do bilhete apreendido, a ordem foi transmitida através de um “salve geral”, ou seja, uma ordem transmitida pelo mais alto escalão da facção criminosa para todas as penitenciárias do Brasil e para os criminosos integrantes da facção que se encontram em liberdade. O “salve geral” foi dado no dia 2 de julho, quatro dias depois da morte do menino Brayan.

Alguns dias depois foram encontrados os corpos de Wesley Pedroso, de 19 anos, e de Diego Rocha Freitas Campos, de 20 anos. Campos é apontado como o autor do disparo que matou o garoto Brayan. Os corpos, que tinham marcas de tiro, foram achados na Vila Albertina, região doTremembé, zona norte de São Paulo. A identidade dos dois só foi confirmada em setembro após a Polícia Civil realizar a identificação datiloscópica.

Outros dois envolvidos no crime, Paulo Ricardo Martins, de 19 anosm e Felipe dos Santos Lima, de 18, detidos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Santo André, no ABC, Grande São Paulo, foram mortos supostamente envenenados por uma mistura de creolina, cocaína e viagra, conhecido como “coquetel da morte” e utilizado por integrantes do PCC. Um quinto e último integrante da quadrilha é um menor de idade que se encontra internado na Fundação Casa, a antiga Febem.

Conheça o conteúdo do bilhete apreendido:

02/07/2013 – SALVE GERAL DO SISTEMA E RUA

“A sintonia final do Comando deixa a todos cientes que a partir desta data (2/7), não será tolerado nem um tipo de violência contra criança aquele que vier a cometer e cair nessa será avaliado e cobrado. Somos, antes de tudo, seres humanos, temos família e sabemos como nos sentimos em relação a ela. Não dá para ter respeito com quem comete este tipo de crime, que contraria totalmente os princípios bázico de todo criminoso que tem honra. Os meios destes estados não justifica o crime. caberá a sintonia respectiva resumo. Obs: cendo assim fica decidido tolerância zero sendo quem cometeu tal. Vale lembrar. O comando é a voz do crime e não admitiremos isso. Agradecemos a todos. Assinado. Sintonia Final”

 

Fonte: R7

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