Família de vítima de atirador de GO fala sobre tragédia pela primeira vez

A mãe da adolescente Lara Fleury Borges, 14 anos, uma das vítimas do atirador do Colégio Goyases, em Goiânia, falou pela primeira vez sobre o ocorrido. Desde a tragédia, na última sexta-feira (20/10), que matou dois garotos e deixou outras quatro pessoas feridas, os pais da jovem haviam proibido a divulgação sobre o estado de saúde dela, assim como evitavam falar com a imprensa.

No entanto, nesta terça-feira (24), Lia Nunes Fleury leu uma carta na porta do hospital particular onde a filha segue internada. “Sou mãe da Lara, jovem que nasceu há 14 anos e renasceu há 5 dias. Quero agradecer a Deus por ter a possibilidade de estar com minha filha novamente”, disse. A mulher, que é professora, também falou sobre o colega de classe das crianças que efetuou os disparos.

Eu quero pedir a proteção de Deus ao adolescente que dilacerou tantas famílias. Que lhe conceda o arrependimento verdadeiro para que ele seja capaz de dimensionar o estrago que sua insensatez causou na vida da família Goyases”  (Lia Nunes Fleury, mãe da vítima).
Logo após a mãe ler a carta na entrada do hospital, Lara foi à sacada do quarto onde está internada e acenou. Há expectativa de que a menina, que levou um tiro na mão, possa ter alta nos próximos dias.
Nesta terça (24), a partir das 18h, haverá um culto ecumênico em frente à escola. A cerimônia será aberta e funcionários, pais e alunos devem comparecer. A unidade de ensino pede que os presentes usem roupas brancas.
O estado de saúde das duas meninas que estão internadas no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) segue inalterado. Pela manhã, a família da estudante Marcela Rocha Macedo, que faz aniversário hoje, fez uma comemoração simbólica na porta da unidade de saúde.
Como o jornal Metrópoles mostrou, os parentes organizavam, antes da tragédia, uma festa para comemorar os 14 anos da garota. A celebração também marcaria a despedida de Marcela do Brasil, já que ela quer se mudar para os Estados Unidos, onde a mãe vive, assim que entrar de férias da escola.

 

A tragédia
A perícia da Polícia Civil de Goiás revelou, após seis horas de apuração, que o estudante usou uma pistola .40, de propriedade da mãe, que é da Polícia Militar. Segundo os agentes, o jovem estava na classe desde o início da manhã de sexta (20) e atirou contra os colegas por volta das 11h50, ao término de uma aula.

O adolescente foi apreendido 20 minutos depois e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depae). De acordo com a PM, colegas de turma apontam que ele sofria bullying pelo mau cheiro. Um deles teria levado um desodorante para o colégio, no dia da tragédia, com o objetivo de provocar o agressor.

Fonte: metropoles

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