Família é encontrada morta na Zona Sul de Porto Alegre

Vítimas são uma mulher, duas crianças e um homem; polícia investiga.
Suspeita inicial é de que homem matou mulher e filhas, e se suicidou.

Uma mulher, de 39 anos, duas crianças, de 7 e 11 anos, e um homem, de 42, todos da mesma família, foram encontrados mortos em uma casa na Zona Sul de Porto Alegre, no fim da manhã desta quarta-feira (1). A Polícia Civil investiga o caso, que foi encaminhado para a Delegacia da Mulher.

A suspeita inicial é de que o homem matou a mulher e as duas filhas e, depois, cometeu suicídio. As identificações das vítimas são mantidas em sigilo pela polícia.

“Tudo leva a crer que foi um triplo homicídio seguido de um suicídio”, diz a delegada Clarissa Demartini. A policial acredita que os crime tenham acontecido na segunda-feira (30). “Acreditamos que o suicídio tenha acontecido horas depois dos homicídios, a gente trabalha com uma margem de 10h a 20h pelo menos.” Até o momento, a polícia afasta a possibilidade do envolvimento de uma outra pessoa no crime.

De acordo com a delegada, a mulher foi encontrada morta na sala, as duas filhas no quarto delas, e o homem estava no quarto do casal, deitado de bruços na cama com uma faca embaixo do corpo. A mulher e as duas meninas apresentavam ferimentos no tórax. “A gente acredita que essa arma que ele usou para se suicidar, uma faca, ele também tenha utilizado para matar as três vítimas”, acrescenta Clarissa.

Os corpos foram descobertos depois de um familiar tentar contato com os parentes desde segunda-feira (30), e não receber resposta. Em seguida, ele foi até a residência e, como ninguém o atendeu no local, decidiu pular o muro. Ele conseguiu acesso ao interior da casa pelo portão da garagem, que estava destrancadao. Logo após, localizou as vítimas.

Homem deixou mensagem em parede da sala

Também segundo a delegada, mensagens foram escritas na parede da casa sobre uma suspeita de traição. “Na sala da casa tinha escrito nas paredes várias informações, a respeito do término do relacionamento, de uma desconfiança que a vítima estava traindo o agressor, o que nos leva a crer que tenha sido essa a motivação do crime. Por isso se trabalha com a hipótese de feminicídio”, explica a delegada.

Não havia registros de ameaças do homem contra a mulher na polícia. Eles seguiam casados, mas estavam em processo de separação.

Informação que a gente tem é que eram um casal tranquilo, sem histórico de violência. E o que nos foi informado é que eles estavam passando por um processo de separação, nada assim que levasse a crer essa agressividade que ele demonstrou”, complementa a delegada.

Fonte: g1.globo.com

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