Família perdoa pai que matou mulher e filho e se suicidou em SP: ‘Também foi vítima’

Os corpos foram encontrados na manhã de segunda-feira (6).

Mesmo abalados com a perda trágica de Thaise Ramos, de 33 anos, e do pequeno Pedro Luiz, de 5, parentes das vítimas encontradas mortas na segunda-feira não guardam rancor ou raiva de Fábio Nunes — que, segundo a polícia, matou a mulher e o filho antes de se suicidar no apartamento em que moravam, na Zona Leste de São Paulo. Alexandre Peppe, marido de Thaiane, irmã de Thaise, quebrou o silêncio e disse ao EXTRA que Fábio será lembrado pela alegria que irradiava e por ser uma vítima da depressão que o atormentava há cerca de um ano.

— O Fábio sempre foi muito amado por todos e sabemos da índole dele. Sabemos que isso foi uma fatalidade e que ele jamais faria isso se estivesse bem. Acreditamos que foi um surto e que ele estava fora de si. Ele também foi uma vítima — ressaltou o cunhado.

De acordo com Alexandre, Fábio, Thaise e Pedrinho, como a criança era carinhosamente chamada pela família, “sempre foram muito alegres”. A cunhada, diz ele, nunca havia reclamado de um comportamento agressivo do marido, que também não teria dado sinais de depressão em outro momento da vida. Empresário, Fábio ajudava o pai nos negócios da família, e enfrentava problemas com a crise econômica brasileira.

— Ele estava tendo problemas (na carreira), como 95% dos brasileiros, por conta da crise econômica. Era um rapaz de família, brincalhão, saúde perfeita. Fábio estava se tratando, tomava remédio para depressão e estava se recuperando bem. Havia discussões, como acontece com todo casal, mas ninguém nunca escutou queixa de agressão por parte da Thaise — relatou o também empresário, do ramo da moda.

Segundo Alexandre, a família nunca imaginou que Fábio seria capaz de “qualquer agressão ou atitude fora do normal” durante o casamento, que durou cerca de 13 anos. Thaise tinha 15 anos quando conheceu o marido, seu primeiro e único namorado. A lembrança que fica, diz o cunhado, é da diversão que compartilhavam nas cerimônias em família, nas festas de Natal.

— A família está tentando se reerguer, mas está muito recente ainda. Estamos chorando diariamente pelos nossos entes que se foram. Acredito que aos poucos a vida vai voltar ao normal — disse Alexandre, que ainda reforçou os elos entre os parentes de Thaise e de Fábio, agora mais unidos do que nunca para se amparar no momento de luto.

Último Contato

A mulher de Alexandre começou a desconfiar de que algo estava errado quando Thaise parou de responder às mensagens no WhatsApp. Thaiane e a irmã costumavam se ver todos os dias, na casa dos pais. Pedrinha estava sempre junto. Falaram-se pela última vez no sábado anterior ao crime, pelo telefone, e passaram o domingo sem contato. Até então, nada estranho, porque a irmã havia dito que iria a uma festa com Fábio e o filho. O desespero veio na segunda-feira.

— O último contato com eles foi no sábado pela hora do almoço. Depois disso eles não responderam mais o WhatsApp e nem atenderam mais as ligações. Na segunda pela manhã, com a falta de contato, não tivemos outra opção senão ir até lá. A Thaiane e sua mãe subiram lá e sentiram o cheiro por baixo da porta — contou Alexandre.

Ele, então, que pediu para a mulher chamar imediatamente um serviço para arrombar a porta do apartamento. As três vítimas foram encontradas mortas em diferentes cômodos. Ao lado de Fábio, havia um revólver. Alexandre diz não saber a procedência da arma:

— Ninguém sabe ainda. A polícia está investigando. Ele nunca teve arma. Isso não combinava com ele e nem com a nossa família.
Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, a 29ª DP já concluiu as investigações sobre o caso. Para que o inquérito seja fechado, os policiais aguardam apenas os resultados de exames feitos nos corpos das vítimas e a perícia na arma usada por Fábio.

Fonte: extra.globo

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