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Familiares fazem manifestação em julgamento de jovem que matou o namorado durante relação sexual

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“Vânia, você me tirou o direito de conviver com meu pai”.

Familiares e amigos do cinegrafista Marcos Catânio Porto, o “Tim”, assassinado a facadas em pleno ato sexual, estão fazendo uma manifestação pacífica no Fórum de Vilhena na manhã desta terça-feira, 12. No local, está sendo realizada a primeira audiência de instrução sobre o crime, que cometido em dezembro do ano passado. A autora da execução, a babá Vânia Basílio Rocha, hoje com 19 anos, será ouvida, junto com outras três testemunhas.

Familiares

Entre os manifestantes está a filha da vítima, uma garotinha que exibe um cartaz com a seguinte frase dirigida à assassina: “Vânia, você me tirou o direito de conviver com meu pai”.

Os autores do protesto querem que a jovem seja levada a juri popular, mas o laudo psiquiátrico dela, revelando um transtorno que a impede de se responsabilizada pelo ato criminoso, dificulta esta possibilidade.

Recentemente, com base nas declarações de uma colega de cela no Presídio Feminino de Vilhena, este site veiculou reportagem mostrando que o quadro mental de Vânia está se deteriorando na prisão.

O CRIME

Após ser presa, ainda na delegacia, Vania relatou ao G1 que planejou o crime. Segundo ela, três nomes de possíveis vítimas foram colocados em uma lista: um amigo, um “ficante” e o ex-namorado. Na noite de terça-feira (29), ela ligou para os dois primeiros, que não puderam vê-la, pois estavam com a família.

Na manhã do dia 30, Vania ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado. Ela então colocou uma faca de cozinha dentro da bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. O casal foi então para o quarto e, durante as preliminares sexuais, ela esfaqueou o ex-namorado.

“Eu queria matar uma pessoa só, dos três. Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele, e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, narrou.

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