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Filho de ministro do TCU, Tiago Cedraz é alvo da 45ª fase da Lava Jato

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A Polícia Federal deflagou nesta quarta-feira (23/8) a 45ª fase da Lava Jato. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e na Bahia. Um dos alvos é o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Tiago Cedraz foi intimado a prestar depoimento na superintendência da PF em Brasília, imediatamente. Segundo a corporação, a atual fase investiga dois advogados que participaram de reuniões nas quais o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da Petrobras, teria sido planejado.

Eles teriam recebido comissões pela contratação de uma empresa americana pela estatal, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de off-shore, de acordo com as investigações. Além de Tiago Cedraz, a nova fase da Lava Jato mira um ex-deputado federal e uma assistente do parlamentar por recebimento de propina.

Patrimônio considerável
Tiago Cedraz, de 34 anos, ergueu patrimônio milionário à frente de uma banca que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), órgão presidido pelo pai. Em paralelo à atuação da banca na Corte de contas, em menos de três anos ele fechou a compra de imóveis de quase R$ 13 milhões e, até abril de 2015 figurava como dono de um jatinho Cessna, de dez assentos, conforme levantamento do jornal “O Estado de São Paulo”.

REPRODUÇÃO

A maior parte dos bens foi adquirida por meio da Cedraz Administradora de Bens Próprios, criada pelo advogado em sociedade com a mãe, Eliana Leite Oliveira, mulher do ministro. Formado em 2006 em Direito, Tiago é tido como persona influente no órgão dirigido pelo pai, embora não atue formalmente nas dezenas de processos que seu escritório mantém na Corte — outros advogados do escritório que têm procurações nos autos. Conforme autoridades do tribunal, ele circula por gabinetes discutindo processos e já se encarregou até de colher sugestões para a montagem da equipe de secretários de fiscalizações, nomeados pelo ministro.

O jovem entrou na mira da Lava Jato após denúncias do empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. Em depoimento, ele disse ter pago R$ 1 milhão ao advogado para que um processo da empreiteira fluísse conforme seus interesses. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há indícios não comprovados de que o dinheiro seria repassado ao ministro Raimundo Carreiro, relator de processos da construtora.

O delator ainda mencionou pagamentos a Tiago para obter informações do TCU. Diante das suspeitas de tráfico de influência e corrupção, o STF autorizou buscas em imóveis de Tiago à procura de mais provas para instruir a investigação. O advogado e o ministro negam as acusações.

Na Bahia, terra dos Cedraz, outra frente de negócios do advogado era a Euroconsult Consultoria, Projetos e Participações, aberta em sociedade com o primo Luciano Araújo, tesoureiro do Solidariedade, também citado na delação de Pessoa — segundo o empresário, ele buscava os pagamentos da UTC.

Questionado, Tiago informou que a Euroconsult foi fechada em 2014. Em nota, ele explicou que os bens estão declarados e são “compatíveis com a atuação destacada do advogado, cujo escritório, com mais de 35 mil processos em todos os ramos do Direito, é um dos mais procurados e respeitados de Brasília”.

Fonte: metropoles.com

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