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Frentista mata adolescente de 15 anos que protestava contra aumento dos combustíveis

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“Por R$0,50, o amor da minha vida se foi”, diz namorada de jovem baleado

“Meu Deus, por R$ 0,50, o amor da minha vida se foi”. A frase foi postada em uma rede social pela namorada do adolescente morto por um frentista nessa quarta-feira (11/2), durante um protesto contra o alto preço da gasolina, em um posto em Planaltina. Desde a morte do jovem, a também adolescente publicou várias mensagens na página onde deixa clara a revolta diante do episódio.

Arquivo pessoal
Segundo o tio de Lucas, o trabalhador rural Sérgio Mendes, 50 anos, a família está muito abalada. Eles estão reunidos na casa onde Lucas morava, no Setor Tradicional de Planaltina.  Até o momento, o velório e o enterro não foram definidos. Alguns familiares chegaram a ser levados para o hospital passando mal após a notícia da morte do jovem.
“Ele era um menino tranquilo, não estava estudando, mas trabalhava na oficina  de lanternagem do pai, em Planaltina. Namorava há dois anos. Ele era muito brincalhão e um fanático pelo Vasco”, contou Mendes. “Ele estava com amigos na hora da discussão. Um deles dirigia o carro onde ele estava”, mencionou
Lucas da Luz Alves, 15 anos, foi atingido por três tiros e morreu no local. Wemerson dos Santos Feitosa, 26 anos, era recém-contratado no estabelecimento. E, após o episódio, tentou fugir em uma motocicleta. Foi preso, em seguida, por policiais militares nas imediações da quadra 1 do Jardim Roriz. O revólver usado na ação, calibre .38, foi apreendido.
PMDF/Divulgação
Testemunhas informaram à Polícia Civil que Lucas e Wemerson discutiram durante a manifestação. Na ocasião, cerca de 40 pessoas e 20 veículos estavam no local. Eles abasteciam por R$0,50 e pagavam com notas altas e cartões de crédito em forma de protesto.
O desentendimento teria ocorrido em função de uma abastecimento em excesso. O terceiro carro da fila iria abastecer os R$0,50, mas o frentista abasteceu R$50. Lucas não estaria nesse veíclo, mesmo assim teria iniciado a discussão com o Wemerson.
Procurados, os responsáveis pelo posto onde aconteceu o crime não se pronunciaram. Um funcionário informou à reportagem que ninguém está autorizado a falar sobre o assunto.
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