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Fungos de Chernobyl podem ser escudo contra radiação

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“Microrganismos só fazem certas coisas quando eles precisam”, afirma Wang. “Queremos ver se eles realmente fazem novos compostos no espaço.”

Oito espécies de fungos descendentes de micróbios de Chernobyl estão neste momento na Estação Espacial Internacional. Os ilustres passageiros têm uma missão especial: sobreviver à radiação do espaço. As informações são do site Popular Science.

Para quem não se lembra, Chernobyl foi uma usina nuclear na Ucrânia que explodiu, causando o maior acidente nuclear da história. A catástrofe aconteceu em 1986, porém até hoje o local é isolado devido à radiação.

Aliás, a radiação é uma das principais barreiras para que os terráqueos consigam colonizar o Sistema Solar. Quando o corpo humano fica fora da camada protetora da atmosfera e do campo magnético da Terra, ele é atingido pela radiação do espaço. Uma carga alta dessa energia danifica as células e causa mutações no DNA que podem levar ao câncer.

Claro que a estação espacial expõe os astronautas a uma pequena quantidade de radiação em comparação com Chernobyl. Contudo, a microgravidade aliada a essa energia nuclear pode criar ferramentas que auxiliem a humanidade no futuro.

É aí que entram as espécies de fungos. Todas elas foram, originalmente, recolhidas perto da usina nuclear ucraniana pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. Duas delas (Cladosporium sphaerospermum e Cladosporium cladosporioides) nasceram devido à radiação.

Inicialmente, elas foram adquiridas para a realização de um estudo sobre os efeitos dessa energia. No entanto, o farmacêutico Clay Wang tinha planos mais pretensiosos para os micróbios. Em entrevista para o Popular Science, ele conta que espera que a radiação na Estação Espacial Internacional induza algumas mudanças significativas nos microrganismos.

O farmacêutico fez uma experiência similar a essa em abril desse ano, quando enviou outros microrganismos para a estação espacial. Nesse caso, a sua equipe queria ver se os fungos criariam novos compostos medicinais no ambiente espacial.

Contudo, ao contrário do fungo que foi lançado em abril, os microrganismos enviados nessa semana são mais diversificados geneticamente. Por isso, eles podem produzir outros tipos de compostos.

De acordo com Kasthuri Venkateswaran, investigador do laboratório Jet Propulsion da Nasa, essa experiência com os fungos pode ajudar os seres humanos a conquistarem outros mundos. “Uma vez que entendermos os mecanismos moleculares, estes fungos seriam um bom modelo para expor ao espaço e à radiação de Marte”, disse em entrevista ao Popular Science.

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