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Gilberto Gil diz a Moro não ter ouvido falar em vantagem a Lula

Ministro da Cultura do ex-presidente entre 2003 e 2008, cantor prestou depoimento como testemunha de defesa do petista nesta quinta (9/8)

O cantor Gilberto Gil prestou depoimento à Operação Lava Jato nessa quinta-feira (9/8) como testemunha de defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A oitiva ocorreu no âmbito da apuração na qual o petista é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia (SP). Gil foi ministro da Cultura do governo Lula, entre 2003 e 2018.

Advogado do petista, Cristiano Zanin Martins perguntou ao ex-ministro se ele presenciou ou teve notícia de alguma ação de Lula que pudesse sugerir vantagem indevida em troca de atos por ele praticados enquanto presidente. “Não, nunca”, respondeu Gil.

A testemunha também disse não ter visto ou sabido de supostos benefícios de Lula às empresas Odebrecht e OAS em troca de reformas no sítio em Atibaia. “Não, de maneira nenhuma”, afirmou Gil. “Ouviu falar?”, perguntou Zanin. “Não, não. Nada disso”, declarou o cantor.

Depoimento

O cantor foi inquerido pelo juiz federal Sergio Moro. O magistrado da Lava Jato citou os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil/governo Lula) e Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/governos Lula e Dilma) e o marqueteiro de campanhas do PT João Santana. Os três foram condenados na operação. Palocci e Santana são delatores.

“O sr. conheceu José Dirceu?”, perguntou Moro. “Sim, claro”, respondeu Gil. “Ministro ao mesmo tempo que o sr?”, quis saber o juiz. “Sim”, disse o músico. “Teve conhecimento quando o sr. ocupava o ministério do envolvimento do sr. José Dirceu em algum esquema de corrupção?”, questionou o magistrado. “Não”, afirmou Gil.

“Conheceu Antonio Palocci?”, perguntou o juiz. “Sim”, disse o cantor. “Teve conhecimento durante o exercício do cargo como ministro do sr. ministro Antonio Palocci em algum esquema de corrupção?”, questionou Moro. “Não”, respondeu Gilberto Gil.

O cantor disse a Moro que conheceu João Santana e teve contato com o marqueteiro durante o período no qual ocupou o cargo de ministro da Cultura. O juiz da Lava Jato quis saber se o músico soube, na época, de algum envolvimento de Santana em esquema de corrupção ou de lavagem de dinheiro.

“Não, não tive conhecimento nenhum”, afirmou Gil. “O sr. tem conhecimento que tanto o sr. Antonio Palocci como o sr. João Santana são confessos em relação à prática de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro?”, perguntou o magistrado. “Tenho ouvido notícias a respeito dessa possibilidade”, disse Gilberto Gil. “Mas na época o sr. não tinha conhecimento”, disse o juiz. “Não”, concluiu o cantor.

Fonte: metropoles

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