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Gleisi Hoffmann indicou ministro que libertou Cachoeira e Cavendish

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Eles foram liberados para cumprir “prisão domiciliar” sem tornozeleira

O blog O Antagonista revelou nesta segunda-feira que o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Néfi Cordeiro foi indicado para o cargo pela senadora petista Gleisi Hoffmann e contou com o apoio do ex-deputado André Vargas (PT), cassado em 10 de dezembro de 2014 por quebra de decoro parlamentar por envolvimento em ter intermediado negócios do doleiro Alberto Youssef com o Ministério da Saúde e ter usado um jatinho do doleiro.

De acordo com o blog, Vargas foi até convidado por Cordeiro para sua posse. Ele disse a blogs locais que a indicação foi “obra” de Gleisi. “A indicação do competente desembargador Néfi Cordeiro para o STJ representa uma conquista para todos nós paranaenses”, disse.

O ministro liberou Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish, Claudio Abreu, Adir Assad e Marcelo Abbud, presos na Operação Saqueador, que é um desdobramento da Lava Jato.

Cassação e prisão de André Vargas

O pedido de cassação de André Vargas foi aprovado por 359 votos a favor, um contra e seis abstenções. Em decorrência da cassação, o agora ex-deputado André Vargas, ficará inelegível por 8 anos conforme prevê a Lei da Ficha Limpa,

Em abril de 2015 André vargas foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato por ter trabalhado na rede articulada pelo doleiro Alberto Youssef. No dia 22 de setembro de 2015, André Vargas foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, a 14 anos e 4 meses de prisão por crime de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Já Gleisi Hoffmann foi citada pelo doleiro Alberto Youssef, que afirmou em delação premiada que a campanha política dela nas eleições de 2010 recebeu R$ 1 milhão. Paulo Roberto Costa também confirmou a acusação, dizendo que o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, é que teria solicitado a ajuda deste valor na campanha. Gleisi e Paulo Bernardo negam as acusações. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, seu nome foi citado em janeiro de 2015 na delação premiada da Operação Lava Jato. Em 6 de março de 2015, o nome de Gleisi foi incluído na lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato, e o ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração do Inquérito PET-5257, bem como a realização de diligências. Um julgamento realizado pelo STF em 23 de setembro de 2015 decide que Gleisi Hoffmann não será investigada pela força-tarefa da Lava-Jato. O argumento do relator do caso, o ministro Dias Toffoli, é que a Lava-Jato se dedica à corrupção na Petrobras e não em outros setores.

Indiciada pela Polícia Federal

Brasil, Porto Alegre, RS. 19/04/2008. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (d), e sua esposa, a presidente do PT no Paraná e candidata à Prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann, vistos saindo da festa de casamento da procuradora do Trabalho, Paula Rousseff Araújo, filha da ministra Dilma Rousseff, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. - Crédito:DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:86344
Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann

Em março de 2016, a Polícia Federal indiciou Gleisi Hoffmann por corrupção passiva, na Operação Lava Jato, ao concluir que Gleisi e seu marido, o ex-ministro das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo, receberam R$ 1 milhão de propina oriunda de contratos da Petrobras. Em 7 de maio de 2016 foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, juntamente com o marido Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kruger Rodrigues, acusada de envolvimento em propinas na Petrobras.

Nefi Cordeiro

O ministro é bacharel em Segurança Pública (oficial da Polícia Militar) formado pela Academia Policial Militar do Guatupê (1983), bacharel em direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, atual Centro Universitário Curitiba (1988), além de mestre (1995) e doutor (2000) pela Universidade Federal do Paraná. Em 2016, numa decisão monocrática do STJ, foi o responsável pelo deferimento de um Habeas Corpus dos policiais envolvidos na morte de 5 rapazes sendo alvejados por ao menos 111 tiros onde um dos policiais também está sendo acusado de fraude processual por ter plantado uma arma no local do crime no que crime que ficou conhecido como Chacina de Costa Barros.

Operação Saqueador é uma operação da Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Ministério Público Federal deflagrada em 30 de junho de 2016, que investiga lavagem de dinheiro no valor de R$ 370 milhões. Foram presos na operação Carlinhos Cachoeira, Cláudio Abreu em Goiás e os lobistas Adir Assad e Marcelo José Abudd. Um dos alvos, do mandado de prisão, o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, não estava em casa, no Rio de Janeiro. Cavendish estava no exterior e foi preso assim que desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Em 2 de julho de 2016, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou a denúncia contra os 23 suspeitos de participar do esquema de desvio de dinheiro público investigado na operação.

Em 5 de julho o MPF pediu que o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), seja impedido de julgar qualquer recurso contra a operação. Os procuradores querem também que as decisões já proferidas por Athié sejam revistas em razão da suposta amizade do juiz com o dono da Delta, Cavendish.

Na mesma data, o desembargador Athié se declarou impedido para julgar casos que envolvam o empresário Fernando Cavendish em razão da sua amizade com o réu. As decisões tomadas pelo desembargados anteriormente, como transferir os presos para prisão domiciliar podem perder validade.

Em 8 de julho de 2016 o ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a soltura de Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish, Adir Assad e de outros dois presos na operação.

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