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Golpes de WhatsApp: o guia definitivo para não cair em ciladas

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WhatsApp já atingiu mais de 1,3 bilhão de pessoas; sendo 120 milhões de usuários ativos no Brasil

Spam, correntes maldosas, mensagens que supostamente dão acesso a brindes, descontos, promoções e cupons … O WhatsApp está cheio de falsas promessas que nada mais são que golpes digitais que roubam dados pessoais de usuários do mensageiro ou induzem ao cadastro do número de telefone em serviços pagos indesejados, consumindo todos os créditos da conta. Diante de tantas investidas criminosas envolvendo o aplicativo, o TechTudo acionou a equipe de segurança do WhatsApp para colocar um ponto final — ou ao menos tentar — no compartilhamento de conteúdo malicioso e que pode prejudicá-lo em grupos de bate-papo e conversas privadas.

WhatsApp divulga 1 bilhão de usuários diários (Foto: Divulgação/WhatsApp)

WhatsApp divulga 1 bilhão de usuários diários (Foto: Divulgação/WhatsApp)

Onde estão meus créditos?

Comuns em grupos, as mensagens costumam pedir para que o usuário do app compartilhe o conteúdo com um determinado número de pessoas. Elas podem conter links encurtados que levam para sites falsos. Nestes ambientes online, criminosos solicitam o preenchimento de formulários em que — para obter o desconto, o cupom ou qualquer outra oferta — a pessoa é levada a digitar número do celular, nome, e-mails e, em alguns casos, até mesmo senhas pessoais. Uma vez preenchido, os dados são usados contra a vítima, causando prejuízo financeiro como a assinatura de serviços pagos por SMS que nunca foram solicitados.

Em outros casos, são indicados aplicativos em formato .apk, de fora da Google Play, e que podem ter origem duvidosa e instalar algum malware no sistema operacional do seu smartphone. Quando acessados pelo WhatsApp Web, no computador, as ameaças são as sugestões de downloads maliciosos de arquivos executáveis .exe (no Windows) ou plugins de navegador com vírus para PCs.

Camillo Di Jorge, presidente da ESET Brasil, diz que esse tipo de golpe é recorrente. “O criminoso vai usar a curiosidade das pessoas, no caso um aplicativo que é febre hoje, para atrair novas vítimas”, disse. Já foi usada por golpistas a nostalgia da “volta do Orkut”, cupons do Uber e também a última mania, o app Sarahah.

Últimos golpes que usaram o WhatsApp para se espalhar

‘Criptografia limita’

Questionado pelo TechTudo, o WhatsApp disse que trabalha de forma diligente para reduzir o número de mensagens de spam no aplicativo. Porém, é possível que as equipes não tenham acesso ao conteúdo da mensagem em razão da criptografia de ponta a ponta aplicada ao mensageiro e adotada em abril de 2016. “Nossas ações ficam de certa maneira limitadas”, informou a equipe de segurança do WhatsApp à redação. Um conteúdo similar ao da nota enviada é encontrado na página “Fique seguro no WhatsApp”. Saiba como agir ao receber correntes, links maliciosos e falsas promessas de cupons que podem ser golpes.

Para entender as correntes do WhatsApp

O WhatsApp afirma que, como as mensagens são cifradas pelo app — ou seja, os donos do aplicativo não tem a chave que dá acesso ao conteúdo da mensagem — não é possível rastreá-las e bloqueá-las antes que atinjam milhares de pessoas circulando por meio de correntes. Isso quer dizer, também, que o mensageiro não faz uma análise prévia dos links que são enviados pela plataforma e cabe unicamente ao receptor decidir se uma mensagem e seus links são seguros.

O WhatsApp detalha que mensagens de spam ou conteúdo duvidoso podem ou não vir de um de seus contatos (pessoas presentes na sua agenda telefônica). Essas mensagens que espalham informações que não são verdadeiras para enganar e fazer com que você se comporte de uma certa forma, normalmente, parecem suspeitas ou o conteúdo muito bom para ser verdade. “Não toque, compartilhe ou encaminhe a mesma”, se notar algumas dessas particularidades.

O Tutorial é do TechTudo. Clique AQUI para ver na íntegra

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