Governo de Rondônia dá exemplo de como não se conduz uma negociação e abre precedente perigoso

O comando da SEJUS de Rondônia deveria ser todo exonerado. Eles deram um exemplo de como não se deve conduzir uma negociação com presos, ao ceder em praticamente toda a pauta de reivindicações dos presos rebelados desde a tarde de sábado. Uma das primeiras exigências era a exoneração do diretor da unidade, que foi prontamente atendida pela SEJUS, ainda no sábado.

Os amotinados também reclamaram da comida, que segundo eles “chegava fria e sem qualidade”. Porém, uma inspeção surpresa feita por uma equipe há cerca de um mês na empresa que fornece a comida constatou que a informação não era verdadeira. A comida estava sendo entregue de acordo com as normas.

Outra reclamação dos presos era a estrutura sanitária do presídio, que apresenta problemas em função da superlotação das celas.

A SEJUS se comprometeu a cumprir todas as exigências dos apenados, que chegaram a torturar os reféns, como mostra o vídeo acima, que seria o primeiro passo para encerrar qualquer tipo de negociação.

Ao atender as exigências dos apenados, o secretário da SEJUS mostrou fraqueza incomparável com uma situação dessa natureza e abriu um precedente perigoso. O Estado que já não tem polícia, agora também não tem presídio.

Também colaboraram para essa irresponsabilidade a OAB e Polícia Militar. O que acontecer a partir de hoje em Rondônia é responsabilidade direta desses três.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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