Governo consegue aprovar urgência para reforma trabalhista

In Congresso Nacional
Governo consegue aprovar urgência para reforma trabalhista
Espalhe essa informação

Hoje foram 287 votos a favor e 144 contra o pedido de urgência. Sobre a pressa do governo, a oposição criticou o “modo Cunha de agir”.

Vinte e quatro horas após sofrer uma derrota em plenário, a base aliada na Câmara conseguiu aprovar nesta quarta-feira (19/4) o requerimento de urgência que dá celeridade à apreciação do projeto da reforma trabalhista. Embora os aliados afirmem que manterão a votação do texto na comissão especial na próxima semana, o requerimento aprovado abre brecha para que a votação seja feita diretamente no plenário.

Ontem, o requerimento teve o apoio de apenas 230 deputados, 163 votaram contra e apenas um parlamentar se absteve. Sem os 257 votos necessários, o requerimento foi rejeitado na noite anterior. Hoje foram 287 votos a favor e 144 contra. Os partidos de oposição e o

Solidariedade, que integra a base governista, orientaram voto contra o requerimento. O PSB, também da base aliada, liberou a bancada a votar livremente.

Inconformados com a derrota de ontem, líderes da base aliada passaram o dia articulando para garantir que os deputados governistas dessem os votos necessários na nova votação. A leitura da votação anterior foi de que os parlamentares insatisfeitos com o governo “deram seu recado” ao derrotar o requerimento.

A oposição propôs que o novo requerimento fosse apresentado na semana que vem, mas os governistas — mesmo diante de um quórum baixo no início da votação — arriscaram. A votação dos destaques do projeto da recuperação fiscal dos Estados foi interrompida e o novo requerimento entrou na pauta.

“Não vamos aceitar o padrão Eduardo Cunha no plenário”, disse o líder do PSOL, deputado Glauber Braga (RJ). Cartazes foram erguidos por opositores no plenário com os dizeres: “Cunha de novo não” e “Método Cunha não”.

Com a pressa do governo em colocar a matéria em votação, a oposição teme que o projeto sequer passe pelo crivo da comissão especial. “É inaceitável que o plenário examine essa matéria de forma açodada”, reclamou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). “Essa sessão é nula. Não havia condições regimentais para o presidente colocar em votação a mesma matéria”, concordou Paulo Teixeira (PT-SP).

Coube ao líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), cobrar “responsabilidade” dos parlamentares em votar as reformas propostas pelo governo, mesmo diante da crise política deflagrada pela Operação Lava Jato. Ele negou que o governo esteja propondo reformas “às escuras” e disse que a reforma em debate visava modernizar as relações de trabalho. “Essa reforma trabalhista tem a obrigação de fazer com que possamos aqui gerar competitividade”, pregou.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Deixe sua opinião via Facebook abaixo!

You may also read!

Embriagado, PM é preso após causar dois acidentes, em Porto Velho

Espalhe essa informação O Sd PM RE 9164-8 Danilo Martins Benicio, lotado na CIA de Guarda, foi preso e

Read More...
Trinta e seis pessoas são detidas em atos contra reformas em São Paulo

Trinta e seis pessoas são detidas em atos contra reformas em São Paulo

Espalhe essa informação Na capital, foram 21 detidos em atos concentrados em duas regiões da cidade. Motivos para prisões

Read More...
PF amplia cerco à cúpula do PMDB no Senado

PF amplia cerco à cúpula do PMDB no Senado

Espalhe essa informação Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra suspeitos de operar recebimento de propina em contratos

Read More...

Deixe uma resposta

Mobile Sliding Menu