fbpx
Governo da Cooperação negligencia aftosa na fronteira do Estado

Presente à audiência pública da Comissão de Agricultura do Senado, realizada na semana passada, na Assembleia Legislativa de Rondônia, o presidente da Comissão de Agricultura da Fecomércio-RO, José Ramalho, disse esta semana que a falta de fiscais sanitários no Estado é apenas parte do problema enfrentado na questão da certificação para exportação da carne.

José RamalhoSegundo ele, um problema ainda mais grave pode ocorrer a qualquer momento e vem da fronteira do Estado: a febre aftosa que pode ser importada da Bolívia ou do Paraguai em decorrência da falta de fiscalização e controle. Um foco já seria suficiente para colocar em risco todo o trabalho desenvolvido pelo Estado ao longo desses 15 anos e pôr em xeque a economia rondoniense.

O grande problema do lado boliviano são os búfalos, que perambulam livremente na região da Fazenda Pau D´Óleo. Eles cruzam para o país vizinho que possui nenhum controle contra a doença e podem ser infectados e trazer a febre aftosa para o lado brasileiro. “É uma possibilidade real que vem sendo negligenciada pelos órgãos de controle da febre aftosa”, lembra José Ramalho.

Ele ressalta que muito se debateu sobre a existência desses bichos selvagens no Guaporé, inclusive seu abate, mas até hoje nenhuma ação efetiva de controle realmente foi realizada. “Não há como controlar toda aquela manada. São bichos extremamente selvagens e bravos. Os órgãos de controle têm que discutir uma saída para a questão dos búfalos no Vale do Guaporé”, salientou.

José Ramalho fala com a experiência de pecuarista que possui e também como um dos criadores do Idaron – agência de controle da aftosa do Governo de Rondônia. Ele diz que a Agência não possui a estrutura técnica e logística adequada para um controle eficaz da aftosa em Rondônia. “Basta uma visita aos escritórios do Idaron no Estado para se certificar do que estou dizendo”, comentou.

José Ramalho foi durante uma década membro do Fundo Emergencial da Febre Aftosa (Fefa) e diz que parte da crise vivida pelo Estado na questão dos fiscais sanitários é apenas reflexo do descontrole atual do Governo Federal. “A verdade é que tanto o Idaron quanto o Ministério da Agricultura precisam rever suas políticas. Do jeito que está o futuro da nossa pecuária é incerto”, finalizou.

Atualmente, Rondônia possui somente 12 profissionais para atuar diretamente na questão sanitária da carne. Seria necessária a contratação de pelo menos 38 profissionais veterinários, zootecnistas e agrônomos para recompor a equipe. “Até mesmo os técnicos que foram treinados foram tirados do Idaron e jogados para outros órgãos. As viaturas que compramos na época apodrecem hoje nos estacionamentos”,

Painel Político, principal fonte de informações políticas de Rondônia. Com noticiário completo sobre economia, variedades e cultura.

2 thoughts on “Governo da Cooperação negligencia aftosa na fronteira do Estado

Deixe uma resposta