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Governo de RO anuncia voos que não existem, e nem tem previsão

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Anac ainda não liberou voos para a empresa, e ainda faltam os estudos de viabilidade

Rondônia é um estado geograficamente enorme. Para percorrer a distância entre a capital Porto Velho e Vilhena, que faz divisa com Mato Grosso, são necessários pelo menos 9 horas de carro, em uma rodovia de pista única com fluxo intenso de carretas e cortando áreas urbanas, o que atrasa ainda mais a viagem.

Mesmo assim, o Estado dispõe de uma estrutura precária de voos regionais, apesar da forte demanda, apenas uma empresa quer entrar no mercado, a Rima Taxi Aéreo, que em 2015 investiu R$ 60 milhões na compra de aeronaves para operar no mercado interno, mas mesmo tendo conseguido a liberação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), ainda não tem a autorização para operar dois anos depois.

Ao mesmo tempo, a empresa vem sendo vítima do oportunismo do governo do Estado, que alardeou “a disponibilidade de voos regionais graças a uma articulação do governo”. Em release distribuído no fim do mês passado, o vice-governador Daniel Pereira anunciou que “encarregou-se de percorrer o estado para expor a proposta dos voos regionais, que, além de Guajará-Mirim, atenderão a outras cidades na região do Guaporé”.

O problema é que, de acordo com informações repassadas por funcionários da Rima, por telefone, “a empresa não tem previsão alguma para começar a operar voos regionais”. Além da falta de autorização por parte da Anac, também faltam estudos de viabilidade econômica para só então ter uma idéia da frequência e destino desses voos.

Pelo jeito que as coisas andam no Brasil, é mais fácil a BR 364 ser duplicada que esse governo resolver o problema dos aeroportos…

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