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Governo entregou helicóptero de resgate de mentira. Se fosse verdade, cabo estaria vivo

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Oficial foi baleado em Cujubim. Governo alardeou entrega de helicóptero, cujo contrato só durou quatro meses, apenas o período da eleição

Porto Velho — O governo de Rondônia mentiu para a população no dia 11 de junho do ano passado, ao anunciar publicamente, com direito a simulação de resgate, a entrega de um helicóptero modelo Esquilo B2, prefixo PR-HGH. Em solenidade que contou com a presença do então chefe da Casa Civil, Marco Antônio Faria, na ocasião representando o governador, anunciou a entrega da aeronave,  que deveria ser utilizada no atendimento aeromédico em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Na mesma solenidade, o atual secretário de Defesa, Antônio dos Reis “chamou a atenção dos presentes para a gestão voltada para dar condições de trabalho aos órgãos de segurança pública, acentuando que metas foram criadas e estão sendo cumpridas”. Em discurso, ele afirmou, “o governo estadual oferece condições de trabalho e trabalhamos com excelência”.

Já o secretário de saúde, Williamens Pimentel considerou a entrega da aeronave o resgate do compromisso com a melhoria da vida das pessoas. e declarou pomposamente, “este equipamento antecipa a estrutura do novo Pronto Socorro, que terá heliporto para facilitar o atendimento dos pacientes que necessitarem deste tipo de socorro”.

Leia também: Polícial diz que cabo Sérgio Campos morreu por falta de estrutura de socorro

O que nenhum deles contou ao público presente, tampouco à população de Rondônia é que o contrato com a empresa proprietária do helicóptero era temporário, de apenas quatro meses, ou seja, durou apenas o período eleitoral.

Em setembro de 2014, a mesma aeronave já estava à disposição da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, conforme mostra a imagem abaixo, foto tirada em 24 de setembro de 2014. Observe que o prefixo é o mesmo, assim como o helicóptero:

Aeronave que estava em Rondônia está no Piauí
Aeronave que estava em Rondônia está no Piauí

Desde que o contrato foi encerrado, que por questões burocráticas (que ninguém sabe explicar quais são) não conseguiram renovar e o Estado não conta com esse serviço. CLIQUE AQUI para ler a reportagem divulgada pelo DECOM sobre a solenidade de entrega do helicóptero (ou leia no final dessa reportagem).

Aeronave pertence a empresa de taxi aéreo

O helicóptero Esquilo AS350B2 Ecureuil, prefixo PR-HGH está registrada em nome da empresa HeliSul Taxi Aéreo, de Curitiba (PR). A brincadeira do governo custou aos cofres públicos R$ 657.000,00. Veja abaixo o edital de contratação:

Edital do contrato com a empresa Helisul
Edital do contrato com a empresa Helisul

Morte do cabo Sérgio Campos

Na última quarta-feira o cabo da Polícia Militar Sérgio Campos foi baleado por bandidos durante uma troca de tiros na cidade de Cujubim, distante cerca de 230 quilômetros de Porto Velho. O policial aguardou socorro aéreo por quase três horas e a aeronave não foi. De acordo com informações repassadas pelo Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, não foi possível se deslocar a Cujubim porque a cidade não conta com pista de pouso, inviabilizando dessa forma, a chegada ao local. Os pilotos tentavam, por telefone, conseguir informações sobre um local adequado para aterrissagem, mas não obtiveram resultado em tempo hábil. Porém, se o helicóptero anunciado pelo governo durante o período eleitoral tivesse de fato em funcionamento, a vida do cabo poderia ter sido salva. Veja as informações repassadas pelo Grupo de Operações Aéreas:

Senhores, primeiramente hoje é um dia muito triste para nos militares, pois perdemos um irmão de farda em serviço! É natural que os ânimos estejam aflorados em virtude dos acontecimentos, principalmente quem convivia diretamente com o militar que foi a óbito. Com relação aos boatos vamos esclarecer que:

1. A primeira ligação que foi recebida é do ajudante de ordens do Cmt Geral foi as 13:04 minutos dando conta da ocorrência e ja com a determinação do Cmt Geral para atender. Após isto, seguiam-se varias ligações de vários oficiais de Ariquemes solicitando apoio;

2. De imediato foi acionado a tripulação que estava escalada, ou seja o Cmt Lourenço e o Cap Sanchez e o medico Intensivista que corre as missões com a equipe GOA;

3. De imediato os pilotos se deslocaram para o aeroporto para aguardar as orientações e tomar os procedimentos para o vôo;

4.A primeira dificuldade que surgiu para a realização do vôo, foi que a cidade de Cujubim não possui pista de pouso para aviões, pelo menos conhecidas pelos pilotos que voam a nossa região. Todos nós nos desdobramos para sanar esta pane , uma vez que chegava a informação de uma pista pouco utilizada e q há muito um piloto de Ariquemes havia pousado de ultra leve que não e avião; houve dificuldade para se conseguir as coordenadas da pseudo pista. Enquanto isso o medico conseguia contato com a medica que estava tentando estabilizar o policial e, a informação era que não estava conseguindo. O Dr Marco correu atras de material e medicamentos para uma possível procedimento enquanto era aguardado a posição da medica que o estava atendendo;

4. Como foi dito, quem determina se o paciente pode ser transportado é o medico após estabilizar o paciente, o q não era o caso, conforme as informações que chegavam;

5. Havia desinformação sobre a possível pista, como tamanho e largura, bem como as condições de piso. Inclusive chegou ate a informação q parte dela estava alagada. Foi falado com alguns policiais e com oficiais que estavam em contato direto. Chegaram a sugerir pouso na br, o q atenta contra todas as normas de segurança e não e permitido pela legislação aeronáutica;

6. Tudo isso, antes das 13:40, quando chegou a informação q a pista tinha 800 metros com alguns obstáculos, mas com um pouso milimétrico talvez fosse possível. Foi consultado o Cmt Lourenço q se prontificou a tentar o pouso. Foi informado ao Oficial q estava em contato que decolaríamos e tentaríamos o pouso. Enquanto isso, informação do Dr Marco q estava difícil estabilização;

7. De posse do equipamento e dos medicamentos necessários ja prontos pra decolagem, chegou a informação do óbito passada pela equipe medica que atendeu o nosso companheiro;

Portanto, tudo que poderia ser feito mesmo com as nuances do local, foi tentado por todos que estavam envolvidos na ocorrência;

Digo, e repito: não cabe esta palavra “corpo mole” para os integrantes do GOA. Principalmente em se tratando de um irmão de farda. O GOA está operando há 03 anos e mais de 1.200 pacientes transportados e, mesmo com equipe pequena, nunca deixaram de atender, independente do dia e da hora, guardando as devidas proporções quanto a segurança de vôo, afinal tudo o q não queremos é um acidente aéreo;

É difícil de entender, mas num caso como este não é a pressa que determina se a pessoa vive ou não, mas os procedimentos médicos para estabilizar e aí sim para um possível transporte.

Se tem uma coisa que sabemos e do empenho da família GOA que sempre está pronta a servir.

A matéria abaixo foi extraída do site do DECOM:

Transporte

Serviço aeromédico é reforçado com helicóptero

Governo, Saúde

11 de junho de 2014 | 363 Visualizações

3 - simulaçãoA frota de aeronaves do Grupamento de Operações Aérea (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar recebeu, nesta quarta-feira (11), um helicóptero Esquilo B2, que será utilizado no atendimento aeromédico em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A aeronave, que foi entregue durante rápida cerimônia no hangar do Governo do Estado, realizou, domingo passado (08), a primeira intervenção, que ocorreu no resgate de um morador da zona rural que perdeu-se no Ramal do Brabo, já no Estado do Amazonas.

O helicóptero é considerado essencial no atendimento aéreo pela versatilidade e conforto que oferece a passageiros e tripulação. Apresenta, ainda, vantagens no tempo de resposta. Segundo o coronel Silvio Luiz Rodrigues, subcomandante do Corpo de Bombeiros, a aeronave já pagou o investimento ao contribuir para salvar a vida de uma pessoa, como ocorreu no final de semana passado. Este é o terceiro equipamento similar da frota do GOA.

Parcerias

3 - simulação de resgate

O coronel Rodrigues acrescentou que o Corpo de Bombeiros recebe apoio irrestrito do governo do estado e que por isto tem a confiança da população. “Mas a confiabilidade é resultado dos nossos esforços e da contribuição fundamental dos parceiros, e a Sesau é uma grande parceira que temos”.

O secretário chefe da Casa Civil, Marco Antônio Faria, que representou o governador Confúcio Moura no evento, lembrou que o equipamento agrega mecanismos de salvamento ao Corpo de Bombeiros e citou a enchente histórica do rio Madeira, quando o planejamento e utilização dos meios disponíveis evitou a ocorrência de perdas humanas.

A integração entre o Corpo de Bombeiros e a Sesau mereceu um destaque no discurso do secretário da Casa Civil. “Hoje temos integração entre os entes do governo, não temos ilhas”, afirmou.

O secretário Antônio dos Reis, da Segurança, Defesa e Cidadania, chamou a atenção dos presentes para a gestão voltada para dar condições de trabalho aos órgãos de segurança pública, acentuando que metas foram criadas e estão sendo cumpridas. Ele lembrou os esforços do coronel Lioberto Caetano, comandante geral do Corpo de Bombeiros e que não participou do evento por estar convalescendo de uma cirurgia. “O governo estadual oferece condições de trabalho e trabalhamos com excelência”, concluiu.

O secretário de Estado da Saúde, Williames Pimentel disse que considera a entrega da aeronave o resgate do compromisso com a melhoria da vida das pessoas. “Este equipamento antecipa a estrutura do novo Pronto Socorro, que terá heliporto para facilitar o atendimento dos pacientes que necessitarem deste tipo de socorro”.

Resgate

3 - resgate simulaçãoO resgate que marcou a estreia do helicóptero aconteceu no domingo, após o Grupo de Operações Aéreas (GOA) e a Equipe da Busca e Salvamento serem acionados para localizar um morador do Ramal do Brabo, no Estado do Amazonas, a 40 quilômetros de Porto Velho. Ele saiu para conhecer sua propriedade e, desorientado, não conseguiu retornar para casa.

A equipe do helicóptero, que contava com o apoio terrestre da Busca e Salvamento, comandada pelo tenente bombeiro Clivton Rodrigo Carvalho Reis, e do Grupamento de Ações Táticas e Especiais (GATE) do Comando de Operações Especiais, da Polícia Militar, localizou o morador. Ao perceber a presença do helicóptero, a vítima fez uma fogueira para facilitar sua localização.

Segundo o tenente Clivton, foi fundamental a manutenção do controle nesta circunstância. “O morador não ficou perambulando e se desgastando. Manteve-se próximo ao rio, onde se hidratou. Ao ouvir o helicóptero, conseguiu fazer uma fogueira com bastante fumaça até ser encontrado”.

Recomendações

Os bombeiros fazem recomendações que são úteis em situações de sobrevivência na selva. Segundo eles, a primeira providência é não perder o controle. Devem evitar andar à esmo. É importante que descansem e se concentrem em saber como obter alimento e água potável.

Quem está perdido na selva, destacam ainda os bombeiros, não devem caminhar à noite, mesmo que tenha uma lanterna e boa visibilidade do local onde estão, porque a maioria dos predadores tem hábitos noturnos. Encontrar um rio e seguir a corrente pode ajudar a encontrar pessoas que morem nas proximidades.


Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Decom – Governo de Rondônia

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