‘Governo pega dinheiro emprestado para pagar aposentadorias’, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, alegou nesta quinta-feira, 11, que a Reforma da Previdência é fundamental porque o Tesouro Nacional está tomando dinheiro emprestado para cobrir o rombo da Previdência, o que é insustentável. “Precisamos resolver esse problema para não quebrar”, afirmou, em participação no programa Agora Brasil, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Questionado por rádios regionais, Meirelles disse não conhecer especialistas renomados que dizem que não há problema na Previdência. “Os que eu conheço afirmam que as contas da Previdência são insustentáveis e por isso é preciso que seja feita a Reforma”, completou.

Ele lembrou que já foram feitas mudanças no texto da Reforma para garantir condições especiais para diversas categorias. “O tempo médio de aposentadoria do Brasil é um dos mais baixos do mundo, com 59 anos. É uma situação em que é bom todos se aposentarem mais cedo, mas não tomando dinheiro emprestado e com risco de que no futuro nem todos possam receber a aposentadoria”, avaliou.

Ele também foi questionado sobre as diferenças regionais para os trabalhadores. “Mas, se cada região ou cidade tivesse uma idade de aposentadoria, entraríamos numa guerra nacional, nenhum país adota isso. É preciso ter uma média nacional equilibrada”, respondeu.

Meirelles também destacou que os trabalhadores rurais se aposentarão com idade menor que a dos trabalhadores urbanos. “Precisamos assegurar ao homem sofrido do campo que ele vai ter sua aposentadoria garantida”, concluiu.

Economia de R$ 600 bi. Segundo o ministro, a Reforma começa a fazer efeito no dia em que for aprovada e a estimativa de economia fiscal nos primeiros dez anos é de R$ 600 bilhões. “Um país quebrado não vai resolver o problema de ninguém, muito pelo contrário”, avaliou.

Ele confirmou que os Estados terão certa autonomia para organizar a previdência de seus servidores. “Já os servidores públicos do governo federal estão nas regras gerais da Reforma. Esses trabalhadores podem buscar fundos próprios para ter benefícios adicionais. A Reforma busca equalizar para trazer tranquilidade a todos”, completou.

Reforma tributária. O ministro afirmou que a Reforma Tributária é a próxima que será discutida pelo governo. Ele lembrou que a convalidação dos regimes de benefícios fiscais dos Estados está em discussão pelo Congresso. “A chamada Guerra Fiscal é um debate nacional que está sendo discutido pelo Parlamento”, afirmou

Crescimento de 3%. Henrique Meirelles disse que nos últimos anos o governo gastou excessivamente, o que levou a um aumento da desconfiança as empresas, que começaram a demitir. Porém, segundo o ministro, o País “já saiu do fundo do poço” e deve entrar em 2018 com um crescimento de 3% ao ano.

Segundo ele, o País está pagando o preço da recessão e por isso o governo precisou tomar “medidas duras”. “Mas é uma questão de tempo até que o emprego volte a crescer”, continuou. Para Meirelles, o poder de compra do brasileiro caiu recentemente porque a inflação chegou a 10% nos anos anteriores. “Com a inflação caindo agora, ela deixa de corroer os salários dos trabalhadores”, completou.

Fonte: oestadão.com

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