Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

Governo vai aplicar multa de R$ 1.915 a caminhoneiros que fecharem BRs; mas o MST pode

0

O governo Dilma determinou nesta segunda-feira que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) aplique multa de 1.915 reais aos caminhoneiros que bloquearem estradas. Protestos da categoria contra a presidente Dilma Rousseff afetaram rodovias e avenidas de catorze Estados nesta segunda. O movimento grevista, que pede a renúncia de Dilma, foi organizado por motoristas autônomos desvinculados dos sindicatos e não tem previsão para acabar.

“Nós determinamos que sejam multados todos aqueles que fecharem estradas”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesta segunda. A multa já é prevista na legislação brasileira, mas o governo cobrou com mais ênfase o seu cumprimento. Além de aplicar a punição, a Polícia Rodoviária Federal também foi orientada a liberar as vias bloqueadas.

“No caso de interdição de estradas, nós determinamos a PRF que atue através do efetivo necessário para desobstruí-las e garantir que aqueles caminhoneiros que queiram trabalhar tenham sua liberdade de ir e vir inteiramente assegurada”, disse Cardozo.

Interessante observar que o governo não se comporta da mesma forma quando a guerrilha denominada “Movimento Sem Terra” ou suas dissidências agem da mesma forma ou até pior. O MST comandou invasões em órgãos públicos, fechamentos de rodovias e outros “atos” e não sofreu qualquer tipo de sanção por parte do governo federal.

Já em relação aos caminhoneiros, o ministro classificou o movimento como “político” e afirmou que não há como negociar com os líderes, que pedem a saída de Dilma. “Não há uma pauta de reivindicações. Não temos a possibilidade de negociar em cima de questões que não são apresentadas. É uma pauta política. Lamentamos que seja assim”, afirmou ele.

Apesar de Cardozo ter considerado o movimento grevista “pulverizado”, por não ter adesão dos principais sindicatos da categoria, a paralisação causa preocupação no Palácio do Planalto por ressuscitar a onda de protestos num momento em que a presidente Dilma sofre ameaça de impeachment.

Comentários
Carregando