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Grampos revelam que Confúcio sabia do apartamento de Mangabeira

Grampos revelam que Confúcio sabia do apartamento de Mangabeira

O governador cobrou de seu cunhado o pagamento do aluguel do imóvel locado por três anos e usado por três meses

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Porto Velho – As investigações da Operação Platéias, deflagrada pelo Ministério Público de Rondônia e Polícia Federal na última quinta-feira, 20, comprovou que o governador Confúcio Moura tinha plena concsciência, e administrava, a  locação de um apartamento de luxo que ficava à disposição de Mangabeira Unger. O imóvel pertencia a Alberto Siqueira, também conhecido como “Beto Baba”, preso na Operação Apocalipse, executada pela Polícia Civil de Rondônia em 2013. Na ocasião, por diversas vezes, Confúcio negou ter conhecimento da situação, afirmando inclusive “não ter como gerenciar coisas tão pequenas”. Em conversa gravada com autorização da ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, entre Confúcio Moura e seu cunhado, Francisco de Assis Moreira de Oliveira, o governador, visivelmente preocupado em falar sobre o assunto ao telefone, cobra a quitação do apartamento usado por Mangabeira Unger. Veja abaixo:

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Logo que assumiu o governo, Confúcio Moura trouxe o professor Mangabeira Unger para dar consultoria ao governo e proferir palestras a empresários de Rondônia. O consultor vinha a cada três ou quatro meses a Rondônia e ficava cerca de três a quatro dias. Sem realizar nenhum processo licitatório, o governo resolveu simplesmente que deveria locar um apartamento para que Mangabeira ficasse “mais confortável”. O imóvel escolhido foi um apartamento no Condomínio  Leonardo da Vinci, situado na Avenida Amazonas, proximidade do Restaurante Miyoshi. Técnicos do Tribunal de Contas estiveram no imóvel e constataram que outras pessoas o estavam utilizando, inclusive para reuniões e como “garçoniere”.

O caso veio a público “sem querer” com as investigações da própria Polícia Civil de Rondônia, e na época, causou um enorme constrangimento ao governador. Desde então, Mangabeira Unger não voltou mais à Rondônia. O Ministério Público instaurou procedimento apuratório e o governador pode responder por crime de improbidade admnistrativa.

 

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