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Greve da Suframa suspende vistorias e traz prejuízos a lojistas de RO

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A greve da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em Rondônia, que já dura 20 dias, suspendeu as vistorias e causa prejuízos a comerciantes na capital. O movimento, que começou no dia 19 de fevereiro, está com parte das atividades de vistoria parada e apenas medicamentos e produtos perecíveis estão sendo liberados.

A autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é responsável pela fiscalização dos incentivos fiscais concedidos às empresas que se instalam na região da Amazônia Ocidental. Em Rondônia são quatro unidades. Em Porto Velho, cerca de 60 caminhões, em média, passavam por vistorias diariamente. A categoria quer melhores condições de trabalho e autonomia do órgão. Os servidores negociam a manutenção de pelo menos 30% das vistorias. “Ela [Suframa] arrecada uma taxa de serviço administrativo anual em torno de R$ 500 milhões e esse dinheiro é todo contingenciado. Então, ela não tem mais autonomia administrativa e nem financeira”, explica o representante da autarquia em Rondônia, Dimas Monteiro.

Enquanto o impasse continua, as mercadorias aguardam nas transportadoras, que já operam no limite. Em um desses depósitos já falta espaço para tanta mercadoria parada. O problema é que os produtos que iriam para Guajará-Mirim (RO) e para o estado do Acre também estão armazenados no local até que as estradas que foram afetadas pela cheia do Rio madeira sejam liberadas.

Segundo Manuel Junior, dono de uma transportadora, ainda não é possível conhecer o prejuízo total causado pela greve dos servidores da Suframa, por conta da suspensão de novas encomendas. Atualmente a empresa opera com 20% da demanda normal. “Eu não sei mensurar o prejuízo”, diz o empresário.

Os lojistas que aguardam mercadorias também já estimam queda nas vendas. O gerente de uma loja, que comercializa roupas na capital, Bruno Dutra, diz que aguarda a chegada de mais de mil peças novas que estão paradas à espera de vistoria. “Há mais de três, quatro semanas que a gente está com a coleção atrasada e as vendas estão bem baixas, por causa dessa falta de mercadoria”, afirma o gerente.

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