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Grupo anti-Dilma define lista com 10 reivindicações

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MBL pede de impeachment a asilo político para Leopoldo López. Líder diz que “ser rebelde é ser de direita”

Kim Kataguiri, de 19 anos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo responsável por marcar a maioria dos protestos anti-Dilma pelo País, crê que a voz das ruas estará menos fragmentada no próximo domingo (12). O grupo vai “focar em um discurso que aponta como o governo está desconexo com o que está havendo nas ruas”. A pauta de reivindicações é composta por dez itens.

O co-fundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, no ato do dia 15, na Avenida Paulista
David Shalom/iG São Paulo

Partindo do impeachment da presidenteDilma Rousseff, o grupo pede ainda: redução pela metade do número de ministérios, fim das fraudes orçamentárias, saída do ministro do STF José Dias Toffoli do colegiado que julgará os crimes denunciados pela operação Lava Jato, CPI do programa Mais Médicos, CPI do BNDES, ajuste fiscal sem aumento de impostos, repúdio ao Foro de São Paulo, concessão de asilo político ao venezuelano Leopoldo López e fim das verbas de publicidade estatal.

Assim como nos dias que antecederam as manifestações de 15 de março, Kim e seu grupo vêm atuando principalmente em redes sociais e em plataformas como YouTube para atrair gente para os protestos de domingo. Além disso, partiram para o corpo a corpo na tentativa de conquistar simpatizantes.

“Somos fortes na internet, mas estamos realizando ações ‘físicas’. Nos últimos finais de semana, saímos por algumas cidades fazendo panfletagem e distribuindo adesivos. São ações presenciais, para um público que não costuma frequentar a internet”, diz Kataguiri.

“Um dos nossos objetivos é acabar com essa visão de que o jovem tem de ser de esquerda. Hoje ser rebelde é ser de direita. A esquerda é o establishment. Ser rebelde é estar contra o partido que está no poder”, continua.

Domingo

O protesto do MBL a favor do impeachment terá o apoio de grupos como Revoltados Online e Vem Pra Rua (este último era contrário ao impeachment até poucos dias atrás). Omovimento tenta na Justiça barrar a presença nas manifestações do grupo SOS Forças Armadas, que pede um golpe militar.

“Esses caras atrapalham a nossa causa”, afirma Kataguiri. “Querem algo anti-republicano, e nós somos totalmentre a favor da República.”

 

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