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Hildebrando Pascoal está constantemente sedado, diz filho

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Ex-deputado está internado há cerca de 10 meses na Santa Casa. Conhecido pelo ‘Crime da Motosserra, Pascoal está preso há 16 anos.

Após quase 10 meses internado, o estado de saúde do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal ainda é delicado. O ex- coronel da PM é acusado de liderar um grupo de extermínio, que atuou no Acre durante a década de 90.

Pascoal é sedado constantemente para resistir as dores, conforme informa o filho, Hildegard Gondim, de 32 anos.

Pascoal está cumprindo pena no presídio de segurança máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, há 16 anos e, em 2015, deu entrada na Justiça com um pedido de progressão de pena, que foi negado.

Entre os problemas de saúde, o homem conhecido pelo ‘Crime da Motosserra’, tem discopatia, doenças degenerativas da coluna vertebral, além de hipertensão e diabetes. “Às vezes vou lá e nem consigo falar com ele porque está sedado, mas tem dias em que conversamos muito. Na sexta [5], fui lá e falamos bastante”, explicou Gondim.

Ainda de acordo o filho, o quadro de saúde do pai não tem apresentado melhora e a família tem esperança de que o ex-deputado possa receber tratamento em casa. “A esperança nunca acaba. Ele já pagou até pelo que não fez. É justo passar os últimos dias dele ao nosso lado. Não é uma questão de ser ou não culpado, apenas de seguir a lei”, afirma.

Boato de soltura
Gondim falou ainda sobre um boato divulgado na última semana em redes sociais, de que a Justiça do Acre teria permitido que o ex-coronel fosse para o regime semiaberto. O filho disse que foi para o hospital, assim que soube da notícia. “Quase tive um ataque do coração. Estava voltando da fazenda quando comecei a receber várias mensagens dizendo que meu pai iria sair. Várias pessoas me parabenizando e fui direto para o hospital”, lamenta.

‘Caso da Motosserra’
Em 30 de junho de 1996, Itamar Pascoal, irmão de Hildebrando, foi morto com um tiro por José Hugo e, Agilson Santos Firmino, conhecido por “Baiano”, teria presenciado a cena. A partir disso, Pascoal, que era coronel da PM, teria agido por vingança. Firmino, então, foi morto e esquartejado com uma motosserra.

O filho dele, Wilder Firmino, que tinha 13 anos na época, também foi sequestrado e morto. O corpo do adolescente foi encontrado queimado com ácido.

Em 2009, ele foi condenado pela morte de Baiano, caso que ficou conhecido popularmente como ‘Crime da Motosserra’. As condenações todas somam mais de 100 anos.

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