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Homem é condenado por tentar matar colega de trabalho ao colocar chumbinho em remédio para gripe

Vítima passou mal, mas foi encaminhada ao hospital e sobreviveu. Caso foi julgado na terça-feira (7), em Londrina, no norte do Paraná.

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Izaltino Toppa foi condenado a oito anos de reclusão por tentar matar um colega de trabalho ao colocar chumbinho em um remédio para gripe. O crime aconteceu em junho de 2013, em Londrina, no norte do Paraná. A vítima passou mal, mas foi encaminhada ao hospital e sobreviveu.

O caso foi julgado na terça-feira (7) pelo Tribunal do Júri. A defesa do réu informou ao G1 que vai recorrer da decisão.

A denúncia do Ministério Público (MP-PR) afirma que Toppa tentou matar o colega por receio de que ele denunciasse o desvio de dinheiro da Sercomtel Telecomunicações, operadora com sede em Londrina, onde ambos trabalhavam.

Aproveitando que o colega estava gripado, o réu ofereceu o medicamento, instruindo que deveria tomar dois comprimidos no período noturno, por serem muito fortes. No entanto, a vítima ingeriu apenas um comprimido e, ao passar mal, foi levado ao hospital rapidamente.

“Ao chegar em sua residência a vítima, durante o repouso noturno, ingeriu o medicamento e, em seguida, começou a apresentar sintomas de intoxicação, oportunidade em quase desfalecido ligou para um vizinho e solicitou socorro, o qual o auxiliou e o levou até estabelecimento hospitalar, onde recebeu pronto e eficaz atendimento, permanecendo internado por dois dias”, diz decisão da Justiça, de 2014, que determinou que o caso fosse a júri.

Conforme as investigações, o mesmo veneno encontrado no medicamento utilizado pela vítima foi encontrado na casa do réu.

O réu ainda falsificou uma carta de suicídio para o colega, de acordo testemunhas ouvidas no processo.

“As testemunhas relatam que no momento em que o acusado Izaltino Toppa “encomendou” a morte da vítima este entregou uma “carta de suicídio”, a qual foi impressa em um papel em branco que constava a assinatura da vítima, tendo esta, perante este Juízo afirmado categoricamente que em nenhum momento de sua vida redigiu qualquer documento neste sentido”, especifica um trecho de uma decisão do processo.

Segundo a denúncia do MP-PR, Toppa chegou a contratar três homens para matar o colega, mostrando, inclusive, uma foto do alvo. No entanto, o grupo usou as informações para extorqui-lo.

Para o promotor Ricardo Domingues, responsável pelo caso, o trabalho de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-PR, foi excelente e bem instruído de perícias.

“Avalio que a sociedade de Londrina, representada pelo conselho de sentença, fez justiça ao caso”, comentou Domingues.

O réu ficou preso por mais de quatro anos mas, atualmente, usa tornozeleira eletrônica e é obrigado a ficar em casa à noite e nos fins de semana.

Procurada pelo G1, a Sercomtel informou que não vai se manifestar.

Fonte: g1

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