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Homem que ameaçou explosão em prova da OAB procurou juiz federal

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Juiz Durval Neto relatou atendimento há cerca de duas semanas

O homem que ameaçou explodir uma bomba na Unijorge, em Salvador, onde seria realizada uma prova da OAB, já tinha procurado a Justiça Federal questionando os procedimentos de avaliação do Exame da Ordem. A informação foi divulgada pelo juiz federal da Bahia, Durval Neto, em post publicado em uma rede social.

A suposta bomba de Frank Oliveira da Costa na verdade eram balas de gengibre presas ao corpo. Por causa da ameaça, a prova do exame da ordem em Salvador foi cancelada.

Segundo o G1,  magistrado Durval Neto contou que há duas semanas estava de plantão na sede da Justiça Federal, em Salvador, quando soube que um homem estava no prédio em busca de contato com um juiz. O magistrado disse que o rapaz estava bastante agressivo e relatava urgência de atendimento aos seguranças locais.

“Como é de praxe no plantão, solicitei ao diretor de secretaria que descesse para verificar qual seria o pleito de urgência e desse recibo no pedido. Porém o rapaz não falava coisa com coisa, gritava muito, negou-se a entregar sua petição ao diretor e queria a todo custo falar pessoalmente comigo, tendo a segurança barrado o acesso”, explicou.

Diante do caso, o juiz disse que ligou para a portaria e pediu que orientassem o homem a escrever uma petição explicando a demanda, que caso fosse realmente urgente poderia ser despachada no plantão.

“Quando recebi o expediente dele, vi um texto totalmente desconexo, questionando o exame de ordem e outros pontos que não consegui compreender, mas sem qualquer urgência, até porque o exame ainda seria dali a duas semanas. Diante disso, encaminhei à livre distribuição”, detalhou. O juiz contou que o pedido dele está tramitando normalmente.

Na tarde de domingo, durante a ameaça de bomba na prova da OAB, o juiz Durval Neto disse que recebeu o telefonema de um amigo ligado à polícia e que estava acompanhando a situação. Ele dizia que o rapaz envolvido na confusão exigia a presença de um juiz federal para se entregar. “No mesmo momento, ligou-me o diretor de secretaria, dizendo que se tratava exatamente da mesma pessoa que dias antes havia entrado com o pedido no plantão contra a OAB”, relatou como reconheceu Frank Oliveira da Costa.

O juiz disse que esteve no local para participar das negociações e que ficou comovido com o que viu. O rapaz responsável disse que somente se entregaria se um juiz federal assinasse uma “sentença” que ele havia elaborado, para com isso “provar” que ele apto a exercer a advocacia.

“Quero dizer também que fiquei bastante deprimido com o que vi. Um rapaz novo, mal vestido, abatido e que precisa de cuidados psiquiátricos. Na sua mochila nada havia além de pano velho, frutas (duas bananas nanicas) e balas de gengibre. Mas ele realmente portava um cinturão verde com alças, dando a impressão de conter bombas. Daí o pânico que gerou”, detalhou.

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