Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

A importância de Confúcio Moura nas eleições de 2018

Governador é peça chave no processo eleitoral e sua participação será decisiva para outras candidaturas

0

Apesar de seu governo estar calçado em uma propaganda competente, e estar completamente dissociado da realidade, Confúcio Aires Moura (PMDB) vem conseguindo atingir bons índices de popularidade. O governador de Rondônia construiu para si um personagem tal qual um ‘ombudsman’ crítico de seu próprio governo que termina por vezes conquistando a simpatia do cidadão.

Com suas controvérsias e discrição, a participação de Confúcio Moura no processo eleitoral de 2018 ainda é uma incógnita e afeta a vida de vários outros candidatos, como Valdir Raupp, Daniel Pereira, Acir Gurgacz e Maurão de Carvalho. Entenda como está o cenário atualmente para poder compreender a importância de Confúcio no tabuleiro.

Se Confúcio trair, dificulta reeleição de Raupp

Se sair candidato ao Senado Confúcio prejudica diretamente a reeleição de Valdir Raupp. Ao próprio Raupp e pessoas próximas o governador declarou que não é candidato à nada, inclusive na última vez que esteve em Brasília, na semana passada reforçou essa posição. Ao mesmo tempo, ele vem sendo cobrado por seus aliados que pedem para que ele “pense em si”. E Confúcio atrapalha por dois motivos, o primeiro é que uma dobradinha “puro sangue” Raupp/Confúcio dificilmente seria vista com bons olhos pelo eleitorado, daí a possibilidade ainda não descartada do governador deixar o PMDB e migrar para o PSB que está de portas abertas aguardando por ele. Outro motivo é que ambos dividem a mesma fatia do eleitorado e estrutura. Se Confúcio deixar o PMDB, uma grande turma o seguiria, e um racha, nessa altura do campeonato é tudo que a legenda não precisa.

Porém o governador já acenou, no passado, com a possibilidade de se candidatar à deputado federal, que seria o melhor dos cenários para o PMDB. Confúcio/Marinha Raupp/Nilton Capixaba (PTB) são sempre muito bem votados e conseguiram em uma coligação eleger pelo menos mais 2 ou 3 candidatos, dominando assim a maioria da bancada federal, composta por 8 deputados e 3 senadores. Essa alternativa vem sendo discutida internamente, mas esbarra na seguinte questão, quem trocaria um cargo de senador por um de deputado federal?

Confúcio já garantiu por diversas vezes que pretende “terminar seu mandato de governador”, se isso acontecer e ele decidir não ser candidato, Daniel Pereira, seu atual vice seria vice do pedetista Acir Gurgacz, e essa parceria está praticamente fechada. Se Confúcio se candidatar, Daniel vira governador e o cenário muda, já que ele disputaria a reeleição, ao invés de ser mero coadjuvante.

O cenário eleitoral de 2018 também conta com a participação do presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, atualmente no PMDB que já anunciou centenas de vezes que “disputa o governo de qualquer jeito”. Maurão agendou um jantar em sua residência no fim deste mês com a cúpula do PMDB onde pretende “sacramentar” sua candidatura. Se houver resistência ele deve migrar para o PRB, de Lindomar Garçon, deputado federal que vai disputar a reeleição e a participação de Maurão em seu partido seria um grande reforço.

Ivo Cassol, “candidatura até por força de liminar”

Porém a candidatura de Maurão pelo PMDB, apesar da resistência de alguns caciques já está praticamente definida. O que pode (e deve) acontecer é um adiamento da definição. Maurão ficaria no modo ‘stand by’ até março que seria o tempo em que novas pesquisas seriam feitas para ver se sua candidatura, de fato, decola. Sondagens de consumo interno variam de acordo com os cenários apresentados aos eleitores. Quem também disputa o título de “fiel da balança” com Confúcio Moura é o senador Ivo Cassol (PP), que vem declarando “ser candidato até sob liminar”, o que deve acontecer.

À priori, Cassol terá dificuldade em registrar sua candidatura, mas o Tribunal Superior Eleitoral vem dando indicativos de que será mais parcimonioso em relação aos registros de candidatura. A possibilidade de Ivo conseguir um registro provisório (liminar) é real e em todas as pesquisas que vem sendo feitas em Rondônia sua participação no processo é decisiva. Com ele o cenário é um, sem, a coisa muda.

Duas vagas

Em 2018 os eleitores terão que votar em dois candidatos ao Senado, são as vagas de Valdir Raupp (PMDB) e Ivo Cassol (PP). Raupp quer a reeleição, Ivo quer a caneta de governador. Quem também está de olho em uma das vagas é o ex-senador Expedito Júnior e mais recentemente anunciou interesse o deputado estadual Léo Moraes (PTB). Legendas menores também pretendem lançar candidaturas majoritárias, como o REDE que anunciou o nome de Vinicius Miguel Raduan ao governo e Aluízio Vidal ao Senado.

Também já estão definidas as candidaturas de Acir Gurgacz (PDT) ao governo que, a depender da posição de Confúcio caminharia junto ou não com o PMDB; Maurão de Carvalho (PMDB ou PRB) e existe a possibilidade do ex-Procurador Geral do Ministério Público, Héverton Aguiar ser candidato, mas por enquanto é remota.

De qualquer forma, as eleições em Rondônia passam diretamente pelas mãos de Confúcio Moura e Ivo Cassol. Serão suas condições que irão definir o cenário, mas política é como nuvem e muita coisa pode mudar. Ou não.

Comentários
Carregando