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Incêndio em centro de detenção em GO deixa nove mortos

OAB informa que locar estava superlotado e não tinha estrutura para receber internos

Nove jovens morreram e um ficou gravemente ferido em incêndio, nesta sexta-feira, no centro de internação provisória para menores do 7º Batalhão da Polícia Militar, no Jardim Europa, em Goiânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou após os adolescentes atearam fogo em um colchão enrolado na grade de um dos alojamentos da Ala A. Os bombeiros, no entanto, não informaram o motivo da ação dos jovens.

A Secretaria Estadual Cidadã, que administra a unidade, informou que vai interditar o prédio e investigar as causas do incêndio.

Os corpos das vítimas foram carbonizadas e, segundo o Instituto Médico Legal (IML), deverão ser identificados pela arcada dentária.

No centro de internação estavam cerca de 50 internos, mas no alojamento incendiado havia 11 adolescentes, segundo o Corpo de Bombeiros. No entanto, segundo documento obtido pela TV Anhanguera, no último dia 6 de março uma vistoria no local detectou que a unidade estava superlotada. Apesar de ter 52 vagas, o local abrigava 84 menores.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 11h27 e enviou quatro caminhões para apagar as chamas e resgatar feridos.

Familiares e advogados reclamam da falta de informações sobre as vítimas e os sobreviventes. Membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Gilles Sebastião Gomes criticou o local onde os menores estavam e informou que irá criar um comitê para a análise do caso.

– Em 2013, a Defensoria Pública do Estado de Goiás entrou com uma ação civil pública que determinava a limitação das vagas no centro de internação, o que não ocorreu até hoje. A Ordem dos Advogados do Brasil vai tomar atitude no sentido de interditar essa unidade e, caso contrário, limitar as vagas em 50 internos – disse.

Ele afirmou ainda que a unidade não tinha a estrutura necessária para receber os internos.

– Essa unidade tem capacidade para 50 internos, mas nos últimos dias oscilava em cerca de 80 pessoas. Sem contar isso, falta água com frequência. As condições que o próprio Estatuto da Criança e Adolescente determina não são cumpridas – explicou.

Fonte: oglobo

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