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Incêndio na Chapada dos Veadeiros em GO foi criminoso, diz ICMBio

As suspeitas são de que o incêndio foi iniciado por fazendeiros da região, em manifestação contra a ampliação da área do parque

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O incêndio que está assolando o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, desde o dia 17 de outubro, é criminoso. Essa é a avaliação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As suspeitas são de que o incêndio foi iniciado por fazendeiros da região, em represália à recente ampliação da área do parque. De acordo com o órgão, o fogo ainda não foi controlado e já atingiu 22% do parque. Na segunda-feira (23/10) esse percentual estava em 15%.

O combate às chamas será reforçado com a chegada de um avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave é equipada com um sistema de combate a incêndio constituído de dois tubos em sua porta traseira que, a uma altitude de cerca de 45 metros, pode despejar água nas áreas em chamas. “A previsão é de que a aeronave chegue a partir de amanhã”, disse à Agência Brasil o chefe do parque, Fernando Tatagiba, que é analista ambiental do ICMBio.

 

O incêndio atual teve início no dia 17 de outubro. Diante desse cenário de agravamento das circunstâncias, a prefeitura de Alto Paraíso de Goiás, município localizado na Chapada dos Veadeiros, decretou situação de emergência. Segundo o ICMBio, mais de 200 pessoas, entre profissionais de combate ao fogo e voluntários, trabalham para conter as chamas, que provocaram o fechamento do parque.

Além de brigadistas do ICMBio, do próprio parque e de outras unidades de conservação no país, estão envolvidos no combate ao fogo funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Grupo Ambientalista do Torto (GAT), a Polícia Rodoviária Federal, a prefeitura de Alto Paraíso, bombeiros de Goiás e do Distrito Federal e centenas de voluntários, que estão em campo ou prestando apoio logístico aos trabalhos. Quatro aviões que lançam água sobre as chamas e três helicópteros estão sendo usados na operação.

Fonte: metropoles

 

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