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Inflação e gastos de início de ano puxam aumento de cheques sem fundos no país

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O percentual de devoluções de cheques sem fundos cresceu em março, atingindo 2,21%, com relação ao mês anterior, quando o índice ficou em 1,99%, de acordo com indicador da Serasa Experian. No mês passado foram devolvidos 1.401.869 cheques e compensados 63.390.631. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice caiu, pois em março de 2014 era de 2,36%.

Economistas do órgão de proteção ao crédito relacionam o aumento da inadimplência às dificuldades financeiras do consumidor diante de um cenário de inflação em aceleração e do acúmulo de compromissos típicos do primeiro trimestre do ano: pagamento de impostos como IPVA e IPTU, despesas com material escolar, gastos das viagens de férias, restos a pagar das compras parceladas das festas de fim de ano. Portanto, entendem que há um caráter sazonal refletido no índice.

Com relação aos estados, Roraima liderou o ranking estadual dos cheques sem fundos nos primeiros dois meses do ano, com 12,33% de devoluções. O Amazonas foi o estado com o menor percentual (1,24%). Entre as regiões, a Norte foi a que liderou o ranking, com 4,3% de cheques devolvidos. A região Sudeste foi a que apresentou o menor percentual (1,64%).

No estado do Rio, a devolução de cheques em março foi de 1,64% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,44% registrada em fevereiro. Em março do ano passado, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Rio de Janeiro havia sido de 1,79% do total de cheques compensados.

O Globo

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