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Inglês na infância estimula raciocínio e pode aumentar QI

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Já pensou como seria ter aprendido a somar em inglês na escola? Atentas aos benefícios que a alfabetização em uma segunda língua pode proporcionar à criança, diversas instituições estão investindo no ensino bilíngue, especialmente na língua inglesa, considerada essencial em qualquer currículo. Se está pensando em colocar seu filho desde pequeno para aprender uma segunda língua, mas tem medo de que isso atrapalhe outros aprendizados, não se preocupe: para especialistas, quanto mais cedo o primeiro contato com a língua, mais facilmente ele irá conseguir se expressar – e melhor tende a ser a capacidade de raciocínio, também em outras matérias.

Quando a criança completa três anos, está no ápice para aprender outro idioma e poderá pensar e se expressar como um nativo. Aos 11 anos, o processo vai ficando mais complicado, e a situação se agrava a partir dos 15 anos. Segundo estudo promovido pela empresa de educação e tecnologia Rosetta Stones em 2011, além da pronúncia próxima a de um nativo, as crianças alfabetizadas em inglês podem apresentar maior quociente de inteligência (QI), e também há a possibilidade de prevenir doenças senis, como Alzheimer.

A pesquisa identificou, ainda, maior facilidade, proatividade e rapidez de escolhas, por exemplo. Neuropsicóloga e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sylvia Ciasca explica que o cérebro é mais estimulado quando há o ensino de duas línguas ao mesmo tempo. Quando se aprende uma língua, naturalmente o circuito da leitura se une ao da escrita. No caso de aprender mais de um idioma, esse processo se potencializa. Além disso, se o pequeno aprender outras matérias, como matemática, em outra língua, isso também pode proporcionar maior estímulo e motivação para outros estudos.

Outro levantamento feito por cientistas da Kings College e da Brown University e divulgado no “Journal of Neuroscience” explica que crianças têm mais facilidade para aprender outro idioma antes dos quatro anos de idade, já que é nesta fase que as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas palavras.

Sylvia diz que não há malefícios na alfabetização em duas línguas ao mesmo tempo, mas que é importante dar preferência para a língua materna. Caso a criança apresente dificuldades, como confusão com sons e grafias próximas das línguas, deve-se ter cuidado. “O importante é sempre respeitar o tempo de cada criança”, ressalta.

Para a gerente de pesquisa e desenvolvimento pedagógico da escola de idiomas Number One, Ana Regina Fonseca de Araújo, o ensino deve seguir a mesma lógica da língua materna. O local, que possui cursos a partir dos dois anos, ensina os pequenos por meio de músicas e brincadeiras. Ana explica que o aprendizado deve ser feito associando as imagens a um conceito. “Os pais não podem traduzir as palavras. A tradução pode retardar e bloquear o aprendizado”, alerta. Caso os pais queiram ajudar a melhorar o inglês do filho, podem conversar com eles, caso conheçam o idioma. “Os pais são a maior identificação das crianças. Se os pais possuem conhecimento, eles vão pensar que querem ser como eles”, explica. Brincadeiras, filmes e músicas também podem ser um ótimo “homework”.

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