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Intenção de Consumo de Porto Velho sobe levemente em Julho

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A pesquisa de intenção de consumo de Porto Velho mostra que os consumidores continuam em compasso de espera por causa da incerteza econômica. Em nível nacional a Intenção de Consumo das Famílias ficou estável na passagem de junho para julho deste ano com 68,7 pontos, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No entanto, na comparação com julho de 2015, houve uma queda de 21%. Já a Intenção de Consumo das Famílias de Porto Velho, em julho, subiu 0,3%, passando de 78,4 pontos, em junho, para 78,6 pontos em junho, ou seja, sendo 14,4% maior que a nacional.

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) das famílias de Porto Velho do mês de julho de 2016, revela mais uma leve recuperação, mas, se encontra muito abaixo dos 88, 9 pontos de julho de 2015, ou seja, 11,6% abaixo. Segundo a pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-FECOMÉRCIO/RO, em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio-CNC, dos sete itens pesquisados quatro apresentaram variação negativa com destaque o Nível de Consumo Atual que despencou -11,7%, depois ainda aparece com um percentual alto a Perspectiva de Consumo (-3,%). Foram negativos ainda Momento para Duráveis (-1,%). e Acesso à Crédito (-1,2%).

INTENÇÃO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS DE PORTO VELHO-MAIO/JUNHO/JULHO 2016.

INDICE Maio Junho Julho Variação%
INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS   77,6 78,4  78,6   0,3
Emprego Atual 120,5 117,6 118,5    0,8
Perspectiva Profissional 102,2 109,5 117,5    7,3
Renda Atual  90,9  94,9 105,2  10,9
Acesso à Credito  64,8  66,8   66,0  -1,2
Nível de Consumo Atual  51,7  49,6   43,8 -11,7
  Perspectiva de Consumo 69,4 65,8   63,8 -3,0
Momento para Duráveis  43,6  44,3   43,7 -1,4

Apesar de tudo a Renda atual, entre os itens pesquisados, teve uma variação positiva de 10,9% acompanhado de perto pelo aumento da Perspectiva Profissional (7,3%), mas, isto não chegou a se refletir no Emprego Atual que só aumentou 0,8% e são estes os três itens que sustentam o consumo, de vez que estão acima do ponto de indiferença de 100 pontos, enquanto todos os demais mostram desempenho negativo.

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, Raniery Araújo Coelho, é a falta de sinais positivos na economia, estagnada com o governo federal transitório, que emperra a recuperação econômica e faz com que a confiança do consumidor permaneça baixa e, na medida em que as famílias ainda estão muito endividadas. Isto somente irá acontecer de forma lenta. Segundo Departamento Econômico da Fecomércio Rondônia, o leve aumento do emprego, mesmo que muito pequeno em nível estadual, é uma resposta mais rápida da economia local as medidas do governo, mas, é muito provável que situação se mantenha estável até que a questão do impeachment seja, finalmente, resolvida. Só com estabilidade e medidas saneadoras do governo federal a economia poderá voltar a crescer.

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