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Interpol emite alerta global sobre pílula de emagrecimento

Agência considerou o DNP uma “droga ilícita e potencialmente letal”

A pedido das autoridades francesas, a Interpol, polícia internacional, emitiu nessa segunda-feira (4) um alerta global sobre os riscos das pílulas de emagrecimento 2,4-dinitrofenol, ou DNP. De acordo com o site The Independent, o órgão classificou o medicamento como uma “droga ilícita e potencialmente letal”.

A medicação, que é comercializada na internet de forma ilegal, sem fiscalização e rotulada como açafrão, recebeu o alerta laranja, destinado a chamar a atenção da polícia, órgãos públicos locais e internacionais. “Além dos perigos intrínsecos ao DNP, os riscos associados ao uso são potencializados devido às condições de fabricação. Além de ser produzido em laboratórios clandestinos, sem normas de higiene, sem o conhecimento de especialista, os consumidores ainda são expostos a um risco maior de overdose”, afirmou a polícia.

Tal documento se fez necessário após a morte da estudante britânica Eloise Aimee Parry, que não resistiu após ingerir oito cápsulas. Porém, apesar do caso recente, a substância já é conhecida de longa data, principalmente pelas forças armadas. Ela foi utilizada pela primeira vez durante na produção de explosivos na Primeira Guerra Mundial. Foi nesta época inclusive que ficou conhecido seu potencial emagrecedor, uma vez que os militares expostos ao DNP tiveram um aumento do metabolismo e uma perda de peso sensível.

Em 1930, sua comercialização foi proibida após pesquisadores detectarem efeitos colaterais, mas de acordo com outro estudo realizado no ano de 2014 no Reino Unido mostra que a droga pode estar relacionada a morte de cinco pessoas entre os anos de 2007 e 2013.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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