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Ipea admite erro: 26% e não 65% concordam com agressão a mulher

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira (4/4) em que pede desculpas por afirmar que de acordo com uma pesquisa feita pelo órgão, 65% dos brasileiros concordam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

O erro aconteceu devido à troca de informações de dois gráficos. Na verdade, 26% dos entrevistados concordam que a roupa que a mulher usa justifica uma agressão. Enquanto 65% concorda que “mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”.

 (Ipea/Reprodução)

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado. A pesquisa divulgada na última semana de março provocou revolta nas redes sociais. Uma campanha com a hashtag #eunãomereçoserestuprada foi lançada após a divulgação dos números.

Vários artistas e famosos abraçaram a causa e postaram fotos. A presidente Dilma Rousseff inclusive apoiou a campanha.

Mais erro
Outros dois questionamentos feitos na pesquisa foram divulgados de forma errônea. Tiveram dados trocados entre os questionamentos: “o que acontece com o casal em casa não interessa aos outros” e “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”.

Na nota, o Ipea assume o erro e diz que “a correção da inversão dos números reduz a dimensão do problema diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública”.

Com informações do Correio Braziliense

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