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Ir ao Acre agora, só de avião

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Duas das três empresas que fazem o trajeto Porto Velho-Rio Branco (distância de 500 quilômetros) suspenderam a emissão de passagens atendendo a orientações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As concessionárias Real Norte e Viação Rondônia, juntas, deixam de transportar mais de 500 passageiros ao estado vizinho diariamente. A recomendação da polícia é para evitar viagens no período noturno. Porém, as frotas, compostas por 14 ônibus, estão paradas e o prejuízo na arrecadação diária das empresas supera  R$ 38 mil. O movimento na rodoviária de Porto Velho é considerado fraco.

O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) alegou “uma questão de segurança” para interromper o tráfego de qualquer tipo de veículo a partir das 17 horas,  em razão do transbordamento que atinge mais de 800 metros da rodovia entre os quilômetros 158 e 166 saindo da capital de Rondônia.

“Um carro nosso que tentou passar nesta manhã (quinta-feira, 20), vindo do Acre, teve água no para-brisa. Precisou retornar a Rio Branco. Os carros daqui sequer saem da garagem”, diz o encarregado substituto da Real Norte, Paulo Pacheco.

As empresas também cancelaram as viagens para Jaci-Paraná e Guajará-Mirim. Foi difícil a atendente Elane Oliveira convencer o aposentado  José Francisco de Souza. “Eu preciso chegar em Jaci-Paraná. Já tem cinco dias que não consigo passagem”, apelou o aposentado de 74 anos. Ele tem passe livre, mas esse benefício não vale para os taxistas, os únicos que conseguem chegar na cidade valendo-se de um desvio improvisado feito pelo Exército. “Nova Mamoré é outra cidade que nós não conseguimos chegar de jeito nenhum”, disse a funcionária.

A empresa Eucatur emitiu as passagens normalmente, manteve a rota Porto Velho-Rio Branco, mas alterou o horário de saída dos ônibus, das 23h para 03h. “Chegamos no ponto crítico já de dia, e assim a gente não descumpre a ordem das autoridades”, argumentou o encarregado da empresa Tiago Yorrara. Ele explica que os carros têm motor mais alto e, ainda que seja uma manobra arriscada, a empresa vai tentar fazer a travessia dos pontos críticos até que as autoridades interditem a BR em tempo integral. Os carros que chegam a Rio Branco saem de Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Cascavel (PR).

A inspetora da PRF, Márcia Félix, orienta que trafegar no trecho é arriscado. “Há correnteza na pista e os carros podem deslizar. Veículos maiores também ficam impossibilitados de fazer o retorno no local, portanto é melhor evitar viagens até que o nível do rio baixe”, disse Márcia.

Para minimizar os riscos aos passageiros, uma empresa foi contratada pelo Dnit para reforçar a sinalização no trecho bloqueado. A cheia do Rio Madeira já é considerada histórica, e na tarde desta quarta-feira (19) o nível atingiu a marca recorde de 17,88 metros.

Na rodoviária de Rio Branco, a procura por passagens reduziu em 30%, e em relação à demanda de passageiros, a redução teve o mesmo percentual, segundo o técnico em gestão pública da Rodoviária Internacional de Rio Branco, Rafael Gomes.

As informações são do G1

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