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Itália autoriza extradição de Pizzolato

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Foragido da Justiça, ele teve seu nome incluído na lista de pessoas procuradas pela Polícia Internacional (Interpol)

A Itália decidiu extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato condenado no julgamento de mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”

A decisão do governo de Renzi foi comunicada por fontes diplomáticas e da Interpol ao governo brasileiro. Após o comunicado oficial, o Brasil terá até 20 dias para transferi-lo. Não cabe mais recurso.

Entenda o caso 

De acordo com a sentença do Mensalão, Pizzolato autorizou a transferência de R$ 73 milhões do fundo Visanet (administrado pelo Banco do Brasil) para as agências de publicidade de Marcos Valério, operador do esquema de pagamentos ilegais a parlamentares da base aliada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Condenado, ele fugiu do país usando a identidade de um irmão morto para chegar à Itália, fazendo uso da dupla cidadania.

Pizzolato alegava que gostaria de passar por um novo julgamento “que não fosse político” no país. “Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no Tratado de extradição Brasil e Itália”, disse, em carta divulgada na ocasião.

Foragido da Justiça, ele teve seu nome incluído na lista de pessoas procuradas pela Polícia Internacional (Interpol). Em fevereiro de 2014, ele foi preso em Maranello, onde estava escondido na casa de um sobrinho, sob acusações de falsidade ideológica.

Segundo especialistas, a decisão da Corte de Cassação (instância máxima da Justiça italiana) de autorizar a extradição de Pizzolato mostrou que a reciprocidade não seria aplicada pelo governo italiano.

Caso Battisti 

Durante o julgamento ocorrido em 11 de fevereiro, os advogados de Pizzolato usaram o “caso Battisti” para pedir que o ex-diretor ficasse na Itália. No final da década passada, Roma pediu a repatriação do ex-ativista Cesare Battisti, condenado em sua terra natal à prisão perpétua por associação subversiva e quatro assassinatos cometidos nos anos 1970.

O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a autorizar a extradição em 2009, mas, no último dia do seu segundo mandato, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva decidiu, por decreto, não mandá-lo embora. No dia 12 de março, Battisti foi preso na cidade de Embu das Artes, em São Paulo. O anúncio foi feito pela Polícia Federal (PF) em nota à imprensa. Segundo o texto, a PF “cumpriu mandado de prisão administrativa para fins de deportação do italiano Cesare Battisti”.

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