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Jaguatirica é atropelada próximo a Porto Velho

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Uma Jaguatirica (Leopardus pardalis) foi morta por atropelamento na BR 364, nas proximidades da Marina Salsalito (cerca de 50 quilômetros de Porto Velho) na madrugada desta quinta-feira. O corpo do animal chamou a atenção de quem passava pelo local, e vários motoristas tiraram fotos e lamentaram a morte do felídeo.

A Jaguatirica, também conhecida como jacatirica, bracaiá, ocelote, maracajá, gato-açu, gato-do-mato-grande ou simplesmente gato-do-mato, é um felídeo mamífero, de porte médio, com 72,6 a 100 cm de comprimento e peso entre 7 e 15,5 kg. O padrão de coloração da pelagem é muito semelhante ao do gato-maracajá (L. wiedii), mas a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta. É um animal solitário, noturno, territorial e os machos possuem territórios que se sobrepõem sobre os de várias fêmeas. Alimenta-se principalmente de roedores, mas também de animais de porte maior como ungulados, répteis, aves e peixes. Caça à noite, formando emboscadas. Alcança a maturidade sexual entre 26 e 28 meses de idade, e as fêmeas dão à luz geralmente um filhote por vez, com cerca de 250 g. Geralmente, filhotes nascem a cada 2 anos. Em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos, o dobro da sua longevidade no estado selvagem.

A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais lista a jaguatirica como estado de conservação “pouco preocupante” e ela está incluída no apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. É o mais abundante dentre os felídeos sul-americanos, apesar de as populações estarem decaindo. A situação de conservação varia, e é listada como “vulnerável” na Colômbia e Argentina. No Brasil, apenas a subespécie L. p. mitis é considerada em alguma categoria de ameaça. Já foi muito caçada por conta do comércio ilegal de peles e vendida como animal de estimação, mas a maior ameaça é a destruição e degradação do habitat. A sua beleza e relativa docilidade já fizeram com que a jaguatirica fosse desejada como um animal de estimação exótico. Por ser de porte relativamente menor, a espécie não traz problemas com ataques a seres humanos, mas pode causar problemas com ataques a galinheiros.

Foto – Jones Lima (Whatsapp Painel Político)

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