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Jair Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil; e a culpa é da esquerda

Nome de deputado federal carioca, com tendência de extrema direita é o que mais cresce entre o eleitorado brasileiro

Brasília – Ele vem sendo ridicularizado, qualquer declaração polemiza e suas falas viralizam nas redes sociais. A chamada “grande imprensa”, que sempre pendeu à esquerda, tenta demonizar o parlamentar, mas a coisa tem funcionado ao contrário. É aquela máxima que político adora repetir, “sou igual bolo, quanto mais apanho, mais cresço” e no caso de Jair Bolsonaro, a coisa tem seguido esse caminho.

Não sou de direita, também não sou de esquerda, mas como tenho uma empresa de notícias que conta com leitores de todos os recantos do país, observo os índices de audiência das matérias sobre o deputado, e o feedback é imediato. E mais que isso, a população cansou do “politicamente correto”. Essa culpa é única e exclusivamente do PT.

Explico. Em cinco pontos.

1 – O Partido dos Trabalhadores sempre foi chegado às políticas voltadas às minorias, e claro, elas são importantes e não podem ser ignoradas.

Porém, não se pode impor, por decreto, que o brasileiro passe a aceitar políticas de gênero, que “atentam contra a moral e os bons costumes”. É um trabalho que deve ser feito através da educação, que deveria ter começado ainda no primeiro mandato de Lula. Mas o metalúrgico do ABC preferiu se dedicar ao populismo barato, a propor medidas que realmente mudariam o futuro da nação, e construísse uma geração que aceitaria discutir as políticas de gênero, distribuição de riqueza, políticas sociais. Graças às “políticas impostas”, tivemos retrocesso em todas essas áreas, que contam com forte apoio popular. Na esteira, temos a questão religiosa, e movimentos como “pátria, família e religião” crescem a cada dia.

O Brasil é um país com fortes raízes religiosas, antes católico, atualmente dividido com evangélicos, com uma bancada religiosa que aumenta a cada eleição, saturado por denúncias de corrupção, cansado de tanta impunidade, não apenas dos criminosos de colarinho branco, mas dos “ladrõezinhos da vizinhança“, que estão nas ruas 24 horas após praticarem algum tipo de delito. E é desses marginais pés-de-chinelo que o brasileiro está cansado. Não à toa assistimos vídeos de linchamentos, reações à assaltos com que são aplaudidas quando o ladrão morre, torcida para que presos se matem a cada rebelião, defesa pelo porte de armas, e por ai vai. O Brasileiro adoraria comprar armas no Walmart, tal qual os americanos.

2 – Impressiona como Jair Bolsonaro vem se destacando como “o único político honesto” dentro do Congresso Nacional, uma casa que abriga 513 deputados e 81 senadores. Até mesmo fato dele ter tido apenas 4 votos na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados teve um saldo positivo, “não teve votos porque é honesto”, dizem os defensores. E olha que nem seu filho, que também é deputado federal por São Paulo votou nele, “estava na Austrália”, conforme informaram pai e filho após a polêmica divulgação de conversas entre eles pelo fotógrafo Lula Marques, que flagrou o diálogo através de fotos. Uma postagem que circulava (e vez em quando é ressuscitada nas timelines), informa em letras garrafais, “Bolsonaro é citado na Lava- Jato” e logo abaixo, “foi o único que não aceitou propina”. Essa mensagem teve mais de 1 milhão de compartilhamentos, e está sempre aparecendo. Isso entra no inconsciente coletivo como uma vacina. Em tempos de delações que pipocam em todas as esferas, ele sai limpo.

3 – Um olhar mais atento detecta que Jair Bolsonaro está sendo bem orientado em seu marketing pessoal. O deputado sempre responde às polêmicas envolvendo seu nome rapidamente, sem deixar espaço para conjecturas. Tem gastos relativamente módicos em relação a seus pares no Congresso e suas maiores despesas são com a confecção de informativos, que ele leva em suas viagens. E ele está percorrendo, franciscanamente, diversas cidades e estados, dando palestras, expondo suas idéias e em alguns lugares é tratado como popstar. Esse fenômeno demonstra a aceitabilidade de seus ideais, principalmente junto às camadas mais baixas (maioria que decide eleição, lembram do Lula/Dilma?). Suas peregrinações são ignoradas pela grande mídia, e isso vai surpreender os jornalistas que cobrem política no Brasil, e insistem em colocar como “favoritos” nomes encalacrados com denúncias de corrupção. É a mesma mídia que se surpreende com as eternas reeleições de Sarneys, Renans e Barbalhos. Aliás, a mídia brasileira está sempre sendo “surpreendida”, impressiona a obtusidade. E nessa “briga” com a imprensa, Bolsonaro também leva a melhor. Reportagens negativas contra ele são compartilhadas rapidamente, mas na mesma velocidade seus defensores ferrenhos, e em grande parte agressivos, chegam na esteira desconstruindo a informação, seja afirmando que é falsa, seja apenas atacando o veículo que noticiou, “imprensa comprada que não tem credibilidade”, dizem.

4 – Uma legião de voluntários acompanha Jair Bolsonaro. Cabos eleitorais gratuitos, nos mais distantes rincões do Brasil espalham as idéias do parlamentar, que às vezes nem são dele, mas a ele atribuídas. Tempos atrás, mais precisamente em 2015, uma publicação de esquerda listou “as 10 frases mais polêmicas de Jair Bolsonaro“. O resultado, para a publicação, foi desastroso. A maioria dos comentários dos leitores é de apoio ao deputado. Entre as frases listadas estão “não te estupro porque você não merece”, dita por ele a deputada Maria do Rosário, ou “não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater”, e ainda, “a PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos”, sobre o massacre do Carandiru. Evidente que essas frases lhe criaram problemas, ao menos na imprensa. Junto a seu eleitorado, soam como poesia.

5 – O mundo deu uma guinada à direita, e dificilmente vai mudar o rumo. A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos deixou isso muito evidente. Na Europa movimentos de ultra-direita ganham força, o Brexit surpreendeu os ingleses e a esquerda esfacelou na América Latina. Enquanto você, eleitor moderado está sentado confortavelmente em seu sofá, sendo “ativista de Facebook”, os eleitores de Jair Bolsonaro estão nas ruas, ostentando bandeiras do Brasil, invadindo o Congresso e até a UNB, berço da esquerda em Brasília. Diariamente sou incluído em grupos de Whatsapp de apoio a Bolsonaro, onde são divulgadas idéias, marcadas reuniões, compartilhados memes, fotos e agenda que são replicados em outros grupos. Paralelo a isso temos um país sem estadistas, sem líderes, com políticos encalacrados e que não conseguem enxergar um palmo diante de suas narinas, uma imprensa obtusa, um judiciário instável que desrespeita as leis, dando interpretações esdrúxulas em decisões questionáveis, um Executivo completamente perdido e um povo desiludido. Um cenário perfeito para o início de uma ditadura. Só não vê quem não quer.

Alan Alex é editor de Painel Político

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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1 Comentário

  1. Possivelmente ele não será eleito em 2018 (infelizmente) mas caso realmente se candidate já vai fazer diferença. Ele é o meu candidato!

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