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Jirau tem adiamento de obras negado pela Aneel

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O consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dono da Hidrelétrica de Jirau, sofreu mais uma derrota na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em sua tentativa de obter perdão da agência pelo atraso nas obras da usina.

Em fevereiro, a empresa contratou um “laudo pericial de engenharia” independente para que um profissional de fora da empresa pudesse expor como cada um dos episódios turbulentos vividos durante a construção da hidrelétrica impactaram em seu cronograma. O laudo sustentava que Jirau tinha direito a 535 dias de adiamento, por conta de greves e atos de vandalismo, mas os técnicos da agência reconheceram problemas em apenas 157 dias.

Inconformado com a decisão, o consórcio ESBR enviou um novo documento à agência, no qual afirma que a elaboração do laudo pericial custou seis meses de trabalho e resultou em um documento de mais de 1 mil páginas para detalhar como os problemas atrapalharam os planos da hidrelétrica, que está fase de conclusão no Rio Madeira, em Rondônia.

No documento, a ESBR afirma que a área técnica das Aneel “critica em duas páginas trabalho técnico pericial”, limitando-se a reiterar conclusões já apontadas pela agência em 2013, “em etapa do projeto bastante preliminar em comparação à existente por ocasião do laudo técnico pericial, não sendo suficiente, portanto, para uma análise completa e global do assunto”.

Apesar da insistência e de nova tentativa para tentar reverter a posição da área técnica, o Estado apurou que as conclusões já apontadas no documento de duas páginas serão confirmadas pela Aneel.

Em reunião fechada realizada recentemente com técnicos da agência, a diretoria de Jirau disse que a usina, que já ligou 28 de suas 50 turbinas, corre sérios riscos de dificuldades financeiras e que, mantidas as condições atuais, dará prejuízos de pelo menos R$ 34 milhões aos seus sócios neste ano, tendo 97% de suas obras já concluídas.

Uma decisão final sobre o pleito de Jirau deve ser tomada em breve pela diretoria colegiada da agência. Ao todo, a hidrelétrica acumula processos na Aneel que, dependendo de seus desdobramentos, podem levar a uma dívida de até R$ 3,2 bilhões, segundo cálculos da própria diretoria do consórcio.

Em Santo Antônio, trabalhadores iniciam greve

Após assembléia geral realizada no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), a categoria resolveu não aceitar a proposta do consórcio responsável pela usina de Santo Antônio, no Rio Madeira em Rondônia, e paralisou as atividades a partir desta quarta-feira (22).

A informação é da própria entidade sindical.

Segundo o sindicalista presidente Raimundo Toco, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e cesta básica. O canteiro todo está parado até que haja definição da situação.

O sindicato também informou que, ao menos por enquanto, não haverá nenhuma manifestação trabalhista nas dependências do empreendimento.

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