Joesley cita Mantega, Palocci e Serra em delação sobre o BNDES

Em novo anexo da delação premiada entregue à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista afirmou que pediu a políticos que fizessem pressão para influenciar liberação de um financiamento do BNDES. O objetivo era conseguir recursos para a construção de uma fábrica de celulose da Eldorado, empresa do grupo J&F que foi vendida na semana passada. O delator afirma que requisitou a ajuda ao então ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao ex-ministro Antonio Palocci, que coordenava a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, em 2010, e até ao senador José Serra (PSDB-SP), então candidato a presidente. Segundo Joesley, a liberação do empréstimo rendeu uma propina de 4% a Mantega. O empreendimento foi construído no Mato Grosso do Sul. As informações são da GloboNews.

Segundo o empresário, as intervenções fizeram com que o projeto caminhasse dentro do banco, ainda que lentamente. O delator não citou pagamento de propina para Serra e para Palocci. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari e dirigentes dos fundos de pensão da Petrobras (Petros) e Caixa Econômica Federal (Funcef) também teriam recebido propina, segundo a GloboNews.

Nos documentos entregues à PGR, o empresário relatou uma reunião, que aconteceu entre o primeiro e o segundo turnos da eleição de 2010, na sede do BNDES. Na ocasião, Joesley diz ter cobrado o então presidente do banco, Luciano Coutinho, sobre o empréstimo, alegando que já tinha o apoio de Mantega. Coutinho, então, teria afirmado que o pleito não seria possível. Segundo Joesley, a partir desse ponto, Mantega foi acionado para que fizesse uma intervenção “urgente”.

Segundo a versão de Joesley, o pedido de empréstimo começou a ser feito em 2009. O empresário disse que ficou sabendo pelo então governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, que uma empresa europeia tinha desistido de construir um fábrica de celulose no estado. Joesley, então, sugeriu que a fábrica do grupo J&F ficasse no lugar. Após resistências da área técnica do BNDES, Joesley contou ter recorrido a Mantega. No ano seguinte, os pedidos se intensificaram, em meio à campanha eleitoral, e alcançaram Palocci e Serra, de acordo com a GloboNews. Joesley disse que pediu aos interlocutores que ligassem para Coutinho afirmando que, se eles estivessem no Poder Executivo, o projeto seria aprovado.

Serra, por meio de nota, disse que “essa história jamais ocorreu”. Segundo ele, “não faria o menor sentido o candidato de oposição tentar influenciar uma decisão de governo”. A assessoria do BNDES não foi encontrada ontem, mas o banco já afirmou que tem interesse na apuração de quaisquer fatos irregulares. Procurados pelo GLOBO, os advogados de Mantega e Palocci não responderam até o fechamento desta edição.

Fonte: oglobo.com

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